domingo, 25 de março de 2012

The Macallan 64 anos em Decanter Lalique


Fundada em 1824, a The Macallan foi uma das primeiras destilarias de malt whisky da Escócia. Quase 200 anos depois, o endereço em Speyside permanece intacto, sob o castelo Easter Elchies House, considerado um lar espiritual da The Macallan.


Desde então, o segredo dos whiskies da marca é o meticuloso processo de destilação, que vem sendo preservado desde o início do século XIX. A dedicação e a habilidade dos Master Blenders faz toda a diferença no que diz respeito à escolha dos melhores ingredientes – cevada, levedos e água – para a composição do whisky, na utilização de técnicas especializadas que usam apenas a melhor porção da bebida produzida (cut), nos cuidados durante a fase de envelhecimento, utilizando barris de carvalho de excelente qualidade… Enfim, há um conjunto de fatores que tornam o The Macallan um verdadeiro nectar dos deuses.

Recentemente, o mais raro e mais antigo whisky The Macallan foi leiloado por um valor que superou todas as cifras anteriores, tornando-o o whisky mais caro do mundo. O The Macallan 64 anos foi maturado desde 1946 em barris de carvalho espanhol e se tornou o whisky mais antigo já produzido na história da destilaria.

Para celebrar os 150 anos do nascimento de René Lalique, fundador da mais tradicional grife de cristais francesa, o The Macallan 64 anos foi acondicionado em um decanter de cristal especialmente desenvolvido pela Lalique em Paris.

A união da The Macallan e da Lalique, desde 2004, forma uma das mais finas e criativas parcerias entre a Escócia e a França, uma verdadeira celebração de duas grandes tradições nacionais.

O decanter foi feito artesanalmente, empregando uma técnica conhecida como Cire Perdue, ou ‘cera perdida’, uma antiga prática utilizada para confeccionar grandes peças em bronze, a partir de moldes de cera. Em seguida, a garrafa recebeu dedicação especial de artesãos da Lalique, que finalizaram o trabalho gravando manualmente os detalhes que decoram ricamente este decanter.

Desde o mês de abril, o The Macallan 64 anos em Decanter Lalique participou de exposições ao redor do mundo, arrecadando doações para a ONG charity: water, uma instituição não governamental empenhada em levar água potável às populações mais carentes dos países subdesenvolvidos.

O primeiro evento beneficente foi realizado em Paris, passando por Londres, Madri, Johanesburgo, Moscou, Cingapura, Hong Kong, Shanghai e Tóquio, antes de aterrisar em seu último destino – Nova York. Em cada roadshow, o The Macallan 64 anos contou com a participação de celebridades, artistas e grandes empresários, e possibilitou a arrecadação de milhares de dólares para a ONG charity: water.

Em Nova York, o The Macallan 64 anos em Decanter Lalique foi leiloado pela Sotheby’s, no último dia 15 de novembro, e foi arrematado por US$ 460 mil, batendo o recorde mundial e se tornando o whisky de valor mais elevado do mundo. Esta arrecadação também foi doada integralmente para a ONG charity: water.

Isso só foi possível graças à tradição e a reputação inabalável da The Macallan em produzir malt whiskies que são desejados por colecionadores do mundo todo.

Preço: US$ 460.000 – valor do arremate no leilão da Sotheby’s em Nova York

Assista abaixo a uma apresentação de David Cox, diretor dos mais finos e raros malt whiskies da The Macallan, que conta um pouco mais sobre a parceria com a Lalique e sobre a ação filantrópica junto à ONG charity: water

Whisky Glenfiddich 55 anos é leiloado por US$ 94 mil

Leilões de luxo sempre envolvem valores de lances astronômicos e prova disso é o whisky especial Glenfiddich 55 anos.
No começo do ano o mesmo whisky foi leiloado por £ 46.850 mil em um evento na Escócia, e nesta semana em um leilão em Nova York foi vendido por US$ 94.000! O leilão de gala foi assistido por mais de 150 pessoas na Liberty Island, com a estátua da Liberdade de cenário inspirador. O evento foi composto por grandes nomes da imprensa, especialistas e claro, entusiastas de whisky devotos ansiosos para levar para casa o Glenfiddich Janet Sheed Roberts Reserve. Toda a renda beneficiou a fundação SHIFT Initiatives, uma instituição fundada pelo ator e ambientalista Adrian Grenier, que sediou o evento juntamente com Malt Master Brian Kinsman.
Sobre o Glenfiddich Janet Sheed Roberts Reserve 55 anos
O requintado whisky leiloado tem a cor ouro pálido e tom de cevada, no nariz é leve e delicado com aromas de flor de laranjeira e violetas, uma macia e delicada mistura com notas de amêndoas tostadas e sutil cheiro de fumaça. Com perfeita harmonia de frutas e aromas florais, tem um toque leve de carvalho, incrível para um whisky que passou tanto tempo na madeira Européia. A raridade vale cada centavo, é um whisky do mais alto padrão e a embalagem foi feita artesanalmente, inspirada em itens pessoais de Janet Roberts.

Fonte: portaldapropaganda.com.br

sábado, 20 de agosto de 2011

José Cuervo Tradicional - Edição Bicentenário

Hoje vamos falar da José Cuervo Tradicional, a primeira Tequila produzida no mundo.
Além de ser a Tequila Reposado 100% agave mais consumida no México.

Todas as garrafas de José Cuervo Tradicional são numeradas com a data de sua criação e possuem o primeiro símbolo usado pela marca, "o Corvo".

Para comemorar os 200 anos de sua criação, a José Cuervo lançou a edição especial Bicentenário, com uma garrafa especial, e é essa edição que apresentamos para vocês.

Nós do Puro Agave experimentamos essa belíssima e saborosíssima tequila 100% agave, que é envelhecida por pelo menos 6 meses em barris de carvalho.

Por ser 100% agave, a José Cuervo Tradicional desce sem queimar, sendo ideal para ser tomada em "shots", tendo um gosto excelente é sem dúvida uma das melhores tequilas que já tomei.
A diferença entre uma tequila 100% agave para um tequila "normal" é muito grande, e a diferença de preço é justa, não tendo como comparar os dois tipos de tequila.

Vale a pena ter um exemplar em casa, seja a edição especial Bicentenário ou a edição normal.
O preço no Brasil da edição normal fica na faixa dos 100,00 reais, na mesma faixa de preço da 1800 reposado e de um Whisky 12 anos.

Comparando com a 1800 reposado, que em breve faremos aqui um post sobre ela, posso dizer que ambas são excelentes, e indico as duas, sendo que tenho uma leve preferencia pela 1800, mas diria que é uma questão de gosto bem pessoal, pois ambas são excelentes.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Budweiser nacional chega este mês, diz Ambev


SÃO PAULO - A Budweiser, a cerveja mais consumida do mundo, terá produção local até o final deste mês. A informação foi dada pelo vice-presidente financeiro e de relações com investidores da companhia, Nelson Jamel, durante teleconferência sobre resultados do segundo trimestre.

"A Budweiser vem fortalecer o nosso portfólio de cervejas premium, ao lado de Stella Artois e outras marcas", disse o executivo. A campanha de lançamento está a cargo da agência Africa, do publicitário Nizan Guanaes. A cerveja será fabricada no Brasil, na planta de Jacareí (SP) e deve custar cerca de 15% mais que as principais marcas da companhia.

No segundo trimestre, a venda de cerveja no Brasil caiu 2,6% em volume em relação ao mesmo período de 2010, com aumento de 5,3% na receita líquida, que chegou a R$ 3,2 bilhões. O movimento é explicado pelo reajuste dos preços, em decorrência do aumento de impostos federais sobre o produto. Em refrigerantes, houve um aumento de 1,3% no volume vendido, acompanhado de ligeira queda de 0,6% na receita, que ficou em R$ 629,6 milhões no período.

Fonte: Uol

SP tem feira com 120 cervejas artesanais; guia traz sugestões

Com 120 marcas de cerveja artesanais –nacionais e importadas– a cidade de São Paulo recebe neste sábado (20) o primeiro Beer Experience, festival de cervejas gourmet voltado para o público consumidor. A feira ocorre no Centro de Convenções Frei Caneca, região central, e pretende reunir 5.000 pessoas durante o dia e custará R$ 40 a entrada.

Além da ampla variedade de cervejas oferecidas por 29 expositores, a feira terá apresentação das bandas de blues e rock Blues On The Table, Hot Club e Velhas Virgens. Esta última lançará durante o festival sua marca própria de cerveja: a Indie Rockin' Beer.

O evento, que custou R$ 200 mil, pretende reunir pessoas de 25 a 35 anos, familiarizadas ou não com o universo das cervejas gourmet, afirma André Cancegliero, organizador e sommelier de cerveja.

A pedido do UOL, Cancegliero elaborou três listas com as cervejas essenciais a serem experimentadas no evento. As listas foram feitas para caber em diferentes bolsos: até R$ 40 (gastos em cinco cervejas); até R$ 80 (com oito cervejas); e até R$ 120 (para dez cervejas).

Durante a degustação, o sommelier diz que deve-se sempre tomar um copo de água entre uma cerveja e outra para limpar as papilas gustativas e conseguir distinguir melhor cada gosto.

CERVEJAS PARA EXPERIMENTAR NO FESTIVAL
Roteiro para escolher cervejas da Beer Experience conforme o seu bolso
VALOR TOTAL
A GASTAR SUGESTÕES DE CERVEJAS A TOMAR
Até R$ 40 Wals Experience, Bourganel Bierre a la Verveine Velay, Klein Tchec, Colorado Índica e Chimey Red
Até R$ 80 Klein Tchec, Indie Rocking Beer Velhas Virgens, Dama IPA, Broklin East Indian Pale Ale, chope 5 AM Saint, Orval, Antaris Barley Wine e St Peter's Cream Stout
Até R$ 120 Brooklin Lager, Amburana Lager, chope Vila Rica Dry Stout, St Peter's Winter Ale, Chimey Red, Chimey Triple, Chimey Blue, Três Lobos Imperial Porter, Brooklin Chocolate Stout e Rochefort 10


SERVIÇO

1º BEER EXPERIENCE - FESTIVAL DE CERVEJAS ARTESANAIS
Data: 20 de agosto (sábado)
Horário: das 10h às 21h
Ingresso: R$ 40 (antecipadamente), R$ 60 no dia (ou R$ 40 mais um quilo de alimento não-perecível). As cervejas não estão inclusas no ingresso e custam entre R$ 5 e R$ 200
Local: Centro de Convenções Frei Caneca, Shopping Frei Caneca, rua Frei Caneca, 569 – 5º andar – Consolação - São Paulo/SP

Fonte: Uol

domingo, 7 de agosto de 2011

Nome esquisito de cachaça ajuda a exportar "brasilidade", diz especialista

"Amansa Sogra", "Atrás do Saco", "Amansa Corno", "Kara de Pau", "Fruta rara" e "Kipresente" são apenas algumas das marcas de cachaça que trazem no nome a tradição popular  da bebida. Os nomes com duplo sentido fazem a alegria dos consumidores, apesar da dificuldade de pronúncia para os estrangeiros.

A chegada de grandes eventos esportivos nos próximos anos e o crescimento da economia fazem com que a curiosidade internacional pela cultura do país aumente. Para o especialista em marcas da ESPM Júlio Moreira, a cachaça é um dos produtos que mais podem beneficiar-se desse momento.

“A bebida tem uma identificação muito forte com a região onde ela é produzida. A tequila mexicana, a vodca russa e o vinho francês são exemplos disso. A cachaça é um grande sinônimo de brasilidade. As nossas marcas são muito valorizados lá fora, mesmo que a pessoa não saiba o que significa a palavra. O que vale mesmo é a qualidade do produto e de onde ele vem”, declarou.

Para o especialista, até agora outros países aproveitaram melhor as oportunidades que tiveram para divulgar as bebidas tradicionais de cada continente.

"Temos exemplos claros de boas ações de marketing. A cachaça ainda tem um longo caminho a percorrer para conseguir chegar ao mesmo patamar de bebidas de outros países", declarou.
Há 20 anos, o empresário Delfino Golfito criou a maior rede de franquias especializada em cachaça do país, Água Doce, hoje com mais de cem lojas. Para ele, a bebida carrega nos nomes e nos sabores a história do povo brasileiro.

“A cachaça sempre sofreu no país, desde a época dos escravos quando chegou a ser até mesmo proibida para alguns. A marca de cada cachaça traz a história de lutas e conquistas da nossa gente. O homem da roça tinha muito orgulho da cachaça que produzia.Hoje, somos muito gratos a esses bravos que criaram essa bebida maravilhosa”, afirmou.

Exportação cai, porém faturamento cresce

Apesar de a cachaça brasileira enfrentar queda nas exportações em 2011, cerca de 22% de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, a indústria do país aposta nas bebidas consideradas "premium" para aumentar o faturamento. O grupo Ypióca, maior produtor de aguardente do Brasil, informou que aumentou em 8% o faturamento com exportação nos quatro primeiros meses do ano.

“Temos focado na linha de maior valor, com excelente qualidade de produção e também as cachaças com sabor”, afirmou a diretora de exportação do grupo, Heloísa Telles.

 As opções vendidas no exterior vão da popular cachaça branca a bebidas envelhecidas por até seis anos em barris de madeira nobre.

“Nos últimos cinco anos, entramos em 20 países com a bebida. Já estamos em lugares como Grécia, China, Alemanha e Japão. Temos também um gerente na Europa e patrocinamos eventos em outros continentes para levar o nome da marca”, disse .

Cachaça com jeito "gringo"

Apostando no mercado internacional, foi lançada uma cachaça brasileira voltada para o exterior. A marca “B” (que em inglês tem a mesma pronúncia de “bee” e significa abelha) é uma cachaça premium com mel e limão e com um teor alcoólico menor (cerca de 21%).

A empresa contratou uma agência internacional para elaborar o conceito da marca. A garrafa vem da França, a cachaça é feita em Minas Gerias e engarrafada em São Paulo.

Entre os sócios da empresa, está o piloto Nelsinho Piquet, filho do tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet.

Segundo Eduardo Jorge, também proprietário da marca, a expectativa é de que até o começo do ano o produto já esteja em mercados como Europa e Estados Unidos.

“Queremos estar nos principais centros consumidores de bebida do mundo. Existe uma demanda pela cachaça brasileira, e queremos aproveitar essa oportunidade. Os estrangeiros já conhecem a bebida. Queremos buscar um outro mercado e não concorrer com as grandes empresas brasileiras que já estão lá fora.”

Fonte: Uol

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

No México, tequila abre espaço para o mescal brilhar

Aguardente conhecida por conter verme dentro de garrafa deixa sombra da tequila para ganhar projeção dentro e fora do país.

Olhos abrem, bocas se contorcem, um coro de "ahhs" toma conta da sala. O mescal, a aguardente mexicana mais conhecida por conter um verme na sua garrafa, tem incinerado línguas, queimado o fundo de gargantas e começado o seu fluxo de lava até o estômago.

A dose não é pequena aqui, a bebida é sorvida e saboreada na boca como o melhor dos vinhos, levando a uma série de adjetivos. "Cítrico". "Melado". "Amadeirado".

Essas são as avaliações dos presentes. Longe de ser um grupo de estudantes em festa, esse é um grupo formado principalmente por profissionais entre os 20 e 30 anos de idade, que estavam descobrindo os pontos mais finos da versão artesanal da bebida em uma degustação recentes nesta aldeia agrícola a duas horas da Cidade do México.

Garrafa de mescal com verme dentro, iguaria mexicana que rivaliza com tequila

"Esse líquido é límpido", declarou Fructuoso Garcia, 84 anos, um dos muitos produtores da região de Zumpahuacan. "Nós não colocamos nada para reforçar o sabor. Você não consegue isso em uma fábrica". Garcia é um dos muitos produtores locais que lutam para participar do crescimento dos destilados mexicanos com o mescal, apesar da antiga fama da bebida.

A bebida está deixando a sombra da tequila, o destilado mais popular e suave que conquistou fãs (e ressacas) ao redor do mundo.

Ambos são feitos com o agave, uma espécie de planta nativa do México, e tecnicamente falando, tequila é um tipo de mescal (embora no México elas sejam consideradas bebidas muito diferentes, como o champanhe e o vinho). A tequila é feita a partir de uma variedade específica de fruta da planta e produzida principalmente no Estado de Jalisco, o mescal (ou mezcal, como é escrito no México) é feito a partir de uma classe mais ampla e muitas vezes é visto como o primo mais pobre, destilado em um processo secular diferente da tequila e com um teor alcoólico geralmente acima de 45%.

Verme

Diferentes regiões têm suas próprias versões do mescal, mas compartilham um ponto de venda comum no ditado popular: "O mescal serve para tudo de ruim - e para tudo de bom também". O mescal é um remédio popular para as constipações e indigestão. Mas a bebida é provavelmente mais conhecida por causa do verme na garrafa – um truque de marketing de algumas marcas do Estado de Oaxaca (algumas utilizam um escorpião). E, com ou sem verme, ela tende a descer queimando. O que pode ser seu apelo.

Candelária Garcia, cuja família produz mescal há gerações, em sua cozinha em Zumpahuacán, no México

Bares e restaurantes com mescal, tequila e outras bebidas tradicionais, como as suas ofertas primárias – incluindo pulque e sotol, também derivados do agave – estão surgindo em todo Cidade do México.

As exportações do mescal (que aumentaram 54% no ano passado) e da tequila (12%) tem aumentado continuamente, conforme estabelecimentos da moda de Nova York, Los Angeles, San Francisco e outras cidades descobrem que há outras bebidas mexicanas além das margaritas.

Para lidar com o interesse dos turistas, a Cidade do México abriu em dezembro em uma praça do centro histórico o Museu da Tequila e do Mescal. E aproveitando a onda de interesse, o número de marcas que fabricam o mescal aumentou acentuadamente nos últimos anos, de 28 em 2007 para 78, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Identidade

Parte disso é o ciclo sem fim que determina que o velho volta a ser moda novamente. Mas os mexicanos, especialmente os mais jovens, também estão em busca de descobrir e afirmar as suas raízes em reação à onda de produtos e lojas americanas que têm inundado o país. "É parte da nossa identidade e vale a pena preservá-la", disse Andrea Bustillos, 25, estudante de história da arte, disse depois de experimentar diversas versões do mescal. "Nós vimos um mundo de consumismo. Agora nós não queremos tudo igual".

Fernando Llanos, 34 anos, artista plástico e um dos muitos proprietários de bares e restaurantes na Cidade do México que organizaram a degustações do mescal, disse: "É uma paixão minha".

"Esse é para a minha casa", disse Llanos, um parceiro na Lilit, um bar e restaurante na Cidade do México, segurando uma garrafa de mescal artesanal. "Mas eu vou ver se meu sommelier está interessado em experimentá-lo no bar. Se não apoiamos as pessoas do país, elas se envolvem em outras coisas".

Garrafa de mescal produzido em Zumpahuacán, no México

Cornelio Perez, fundador de um grupo chamado Mescales Tradicionales, é o porta-voz do mescal artesanal: ele chegou a organizar uma campanha para que o mescal seja colocado na lista da de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco, como fizeram com a comida mexicana tradicional no último outono.

Ele vocifera contra a variedade comercial, que contém o selo oficial do conselho nacional de regulamentação, mas, na sua opinião, não tem sabor e autenticidade. O conselho certifica o mescal de sete Estados para exportação, mas o destilado é produzido em vários outros Estados que crescem agave, inclusive aqui no Estado do México, em torno da Cidade do México. Então, para vender seu mescal, os produtores locais dependem de operadoras de turismo cultural que organizam degustações locais, transeuntes e proprietários de bares.

Perez disse esperar que os produtores locais não se percam na mania do mescal. A proliferação de marcas de tequila, diz ele, levou a uma diluição da qualidade, e ele teme que o mesmo pode acontecer com o mescal. "Nós não queremos ver a 'tequilalização' do mescal", disse ele.

Ou, como o museu explica em sua exibição do mescal artesanal, embora os selos de certificação "ajudem a promover o patrimônio cultural e desenvolvimento regional, eles também podem excluir e marginalizar os pequenos produtores tradicionais, colocando-os em desvantagem".

Técnicas

Produtores tradicionais ainda empregam técnicas de séculos atrás. Povos indígenas há muito fermentavam o agave, popularmente conhecido como agave, mas os espanhóis trouxeram as técnicas de destilação que deram origem ao mescal, tequila e outras bebidas.

Juan Luis Medina, um produtor de mescal, disse que sua família faz a bebida há muitas gerações. O processo é meticuloso e envolve o desenraizamento do agave, grande e pesado, a torrefação do o coração (conhecido como pina, por sua semelhança com o abacaxi) em poços profundos, a moagem, a fermentação em alambiques de madeira e a destilação no vapor. É a queima – mescal é a palavra Nahuatl para "maguey cozido" – que impregna o sabor defumado à bebida.

"Encontrar mescal em uma casa aqui é como encontrar tortillas, ele está em toda a parte", disse Guadalupe Vazquez Quiros, 23 anos, a quarta geração de uma família de mescaleros, como são conhecidos os produtores da bebida. Ele deu o seu primeiro gole aos 8 anos.

Sua família e outros produtores da região cultivam milho, feijão e outras culturas para ajudar a pagar as despesas, mas percebem que cada vez mais as pessoas da cidade estão consumindo o mescal. No ano passado, a produção da bebida na fazenda Vazquez aumentou 30%.

Ele coloca um verme (larvas de mariposa que vivem no agave) em algumas garrafas, para satisfazer os turistas que esperam por isso. Mas nada, dizem eles, é mais autêntico do que o mescal recentemente destilado no rancho. "O que você encontra na loja é como beber água", disse Jose Luis Medina, um mescalero local, oferecendo um copo do seu produto. "Gosto disso. Isso é o verdadeiro mescal".

*Por Randal C. Archibold

Fonte: IG