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sábado, 6 de outubro de 2012

Mercado artesanal de cerveja planeja crescer 13 vezes em 10 anos

O aumento da renda e as mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros devem fazer com que o mercado de cervejas artesanais cresça 13 vezes no país na próxima década.
Em 2011, a produção total de cervejas no Brasil chegou a 13,3 bilhões de litros de acordo com o Sicobe, sistema de medição da Receita Federal.

Dados da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) mostram que, deste total, apenas 0,15% são produtos feitos por microcervejarias. A expectativa da associação, porém, é que em dez anos a participação suba para 2%.

O Brasil possui, atualmente, cerca de 200 microcervejarias, a maioria localizada nas regiões Sul e Sudeste. Cidades como Ribeirão Preto e Piracicaba, no Estado de São Paulo, e Curitiba, no Paraná, vêm se tornando polos de produção das cervejas artesanais, diz o sommelier de cervejas André Cancegliero.

Cancegliero é responsável pelo festival Beer Experience, realizado nesta sexta-feira (5) e neste sábado (6) na capital paulista. O objetivo do evento, que reúne 35 expositores, é justamente atrair novos consumidores.
"O que mais prejudica a cultura cervejeira no Brasil é a falta de conhecimento. O brasileiro conhece muito pouco sobre cerveja. Consome basicamente o tipo pilsen, que é apenas uma entre as cerca de 180 variedades existentes no mundo", diz.

“É um mercado que, sem dúvida, tende a crescer. Um bom indicativo disso são os eventos do setor, que vêm sendo realizados com cada vez mais frequência. Pessoas das mais variadas formações e níveis sociais têm se interessado por cervejas artesanais, com sabores diferentes, tentando fugir um pouco do padrão de consumo brasileiro”, diz Alessandro Morais, diretor da Associação de Cervejeiros Artesanais Paulistas (Acerva Paulista).

Preço alto ainda afasta consumidor


A Abrabe define as microcervejarias como pequenas indústrias, a maioria de origem familiar, que têm um processo de produção artesanal: produzem no máximo cinco milhões de litros por ano. As cervejas costumam ser fabricadas com ingredientes especiais e contêm pelo menos 80% de malte. Para efeito de comparação, nas cervejas pilsen, as mais consumidas no país, o teor médio é de 53%.
O preço alto, diz o sommelier, também prejudica o segmento. A maior parte da matéria-prima usada na fabricação de cervejas arsenais, como malte, lúpulo e fermento, é importada.
"Isso faz com que a cerveja artesanal seja de três a quatro vezes mais cara", calcula Cancegliero.

Evento traz mais de 300 rótulos nacionais e importados


Mais de 300 rótulos, nacionais e importados, serão apresentados no Beer Experience. Entre as nacionais está a Taperebá Witbier, fabricada pela Amazon Beer, de Belém (PA). Outra cerveja nacional apresentada no evento será a Berthô, feita com castanha do Pará. O produto é fabricado pela Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto (SP).
Entre os produtos internacionais, estarão cervejas belgas, escocesas e italianas. Todos os produtos serão vendidos com descontos que chegam a 30%.

Fonte: UOL

Cerveja nacional tem muito milho, afirma pesquisa da USP

Uma das análises químicas mais completas já feitas com marcas de cerveja do Brasil e do exterior dá peso a uma tendência que estudos menores já indicavam: as grandes marcas nacionais têm elevadas quantidades de milho em sua composição, embora a matéria-prima tradicional da bebida seja a cevada.

São os nomes mais conhecidos do público, como Antarctica, Brahma, Skol e Nova Schin (veja infográfico abaixo). A análise sugere que essas marcas estão no limite da porcentagem de milho como matéria-prima para cerveja que a legislação nacional determina (45%) ou podem até tê-lo ultrapassado.

As empresas produtoras questionaram a análise (leia texto abaixo). Por outro lado, o estudo indicou que algumas cervejas em pequena escala possuem o teor que se esperaria de uma bebida feita só com água, cevada e lúpulo, como reza a tradição alemã.

A pesquisa é assinada por cientistas do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da USP de Piracicaba, e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

O grupo piracicabano, coordenado por Luiz Antonio Martinelli, já estudou cervejas antes, além de verificar a presença de álcool de cana no vinho nacional.

"Ninguém aqui está dizendo que a cerveja é pior por ter milho --aliás, eu nem bebo cerveja, só vinho", diz Martinelli. Ele ressalta também que o trabalho tem margens de erro e que o propósito não foi denunciar que certas marcas não seguem a lei.

"A diferença de composição é muito pequena [no caso das que parecem ter muito milho]", diz a bióloga Sílvia Mardegan, orientanda de Martinelli e autora principal do estudo, que sairá na revista científica "Journal of Food Composition and Analysis".

Além disso, ela lembra que só uma unidade de cada marca foi estudada, e que existem variações por lote e por região do país. Por outro lado, a variedade de marcas (77, sendo 49 nacionais e 28 importadas) ajuda a dar um panorama amplo do mercado.

BALANÇA DE ÁTOMOS
 
Em essência, o método da USP de Piracicaba é uma balança de átomos. Isso porque os átomos de carbono que os seres vivos usam em seu organismo existem em dois "pesos" principais, o carbono-12 e o carbono-13 (o segundo um pouco mais "gordo").

As plantas incorporam carbono o tempo todo em seu organismo durante a fotossíntese. Só que algumas têm um "paladar" diferenciado. São, por exemplo, as gramíneas tropicais, como o milho e a cana, que "preferem" uma proporção relativamente maior de carbono-13.

É essa assinatura que os cientistas usam para diferenciá-las de plantas como a cevada ou a uva, que têm menos apreço pelo carbono-13.

Os pesquisadores estabeleceram qual era o "perfil de carbono" da cevada e o do milho e fizeram a mesma análise na cerveja. Se a proporção das variantes do elemento químico na cerveja era intermediário, o veredicto só podia ser um: mistura.

O método tem algumas limitações. Teria mais dificuldade de flagrar o uso de arroz na cerveja, já que o perfil de carbono do arroz é semelhante ao da cevada.

Sady Homrich, especialista em cerveja e colunista do do caderno "Comida", da Folha, diz que o consenso entre cervejeiros é que diminuir o teor de cevada acaba afetando a qualidade da bebida.

"A boa cerveja é a de puro malte de cevada, porque você pode explorar variações de sabor e aroma vindas da secagem e da torrefação da cevada", afirma Homrich.

Apesar do argumento de que o milho deixaria a cerveja mais leve, Homrich diz que a grande preocupação da indústria é diminuir o custo.

OUTRO LADO
 
Em comunicados, os fabricantes de cervejas com alto teor de milho apontado pela pesquisa defenderam a qualidade de seus produtos.

A Ambev, fabricante das marcas Caracu, Antarctica, Brahma, Bohemia e Skol, afirmou que "controlar a quantidade de malte de cevada é necessário para obter cerveja com características adaptadas ao paladar do consumidor brasileiro: leve, refrescante e de corpo suave".

"A indústria brasileira de cerveja possui tradição de mais de cem anos e tem orgulho de produzir bebidas de altíssima qualidade. A Ambev leva aos seus milhões de consumidores receitas seculares produzidas com os melhores insumos disponíveis em todo o mundo", continua o comunicado oficial.

A empresa disse ainda que seus produtos seguem à risca as determinações do Ministério da Agricultura e que está investindo na produção nacional de cevada e em quatro maltarias próprias.

Já a Schincariol, que produz a Nova Schin e a Glacial, diz que "respeita as iniciativas de pesquisas realizadas pela USP, mas ressalta que a metodologia utilizada no mencionado estudo não é a determinada pelo Ministério da Agricultura".

A empresa afirma que "está à disposição dos pesquisadores responsáveis pelo estudo para esclarecer possíveis dúvidas sobre seus produtos ou processos".

"É um trabalho interessante, mas discordamos dos resultados", disse à Folha Humberto de Lazari, gerente corporativo industrial do Grupo Petrópolis, das cervejas Itaipava e Crystal.

Ele afirmou que as imprecisões técnicas da pesquisa seriam discutidas de forma mais apropriada "num fórum técnico", mas ressaltou que a empresa usa menos do que os 45% de produtos não derivados de cevada em suas bebidas --disse não poder revelar a proporção exata.

A legislação não exige que as empresas declarem nos rótulos a composição exata das cervejas que produzem.

Lazari questionou a afirmação do estudo de que o milho aceleraria o processo de produção, cortando custos.

A Heineken, hoje responsável pela Kaiser, declarou em comunicado que "já possuía conhecimento da publicação, mas não encontrou relevância no artigo, pois a análise científica possui diversas inconsistências".
"Entre os vários equívocos da publicação, destacam-se os erros explícitos de amostragem estatística e o fato de o cientista não ter considerado o isótopo de nitrogênio. Com isso, como o próprio trabalho da USP reconhece, a utilização de arroz poderia influenciar nos números."

Martinelli, da USP, diz estar aberto a conversar com as empresas, mas afirmou confiar em sua metodologia.


Fonte: Folha.com

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vinho eleito um dos melhores do mundo chega ao Brasil por R$ 25


Em agosto, chega ao Brasil o vinho Toro Loco Tempranillo, de 2011, fabricado na região de Utiel-Requena, na província espanhola de Valencia. O rótulo foi eleito um dos melhores do mundo por especialistas em uma competição no Reino Unido.

Lá, ele é vendido em um supermercado popular por apenas 3,59 libras (cerca de R$ 11,50), com a marca do próprio supermercado. No Brasil, a bebida será vendida por R$ 25.

Por enquanto, o rótulo pode ser reservado no e-commerce de vinhos Wine.

Segundo a imprensa britânica, nos chamados ‘testes cegos’ a bebida superou outras que custam até dez vezes o valor.

A Competição Internacional de Vinhos e Destilados foi criada em 1969.

Estudo sugere que vinho caro é desperdício

De acordo com uma pesquisa feita na Escócia, os consumidores têm dificuldades de perceber diferenças no gosto de um vinho barato e de outro caro. O experimento foi realizado com mais de 400 pessoas que degustaram às escuras bebidas durante o Festival Internacional de Ciência e o acerto ficou na casa dos 50%.

"Os resultados são notáveis", afirmou o psicólogo da Universidade de Hertfordshire, Richard Wiseman. "Nestes tempos de dificuldade financeira a mensagem é clara: os vinhos baratos que nós testamos têm o mesmo sabor que seus semelhantes mais caros".

As bebidas mais em conta custavam menos do que 5 libras (R$ 12,85)*, enquanto que os que tinham preço mais elevado custavam entre 10 e 30 libras (R$ 25,70 e R$ 77,11)*. Os pesquisadores ofereceram vinhos tintos e brancos de vários países, incluindo Sauvignon, Blanc, La Rioja, Claret e Champagne.

Fonte: UOL

domingo, 24 de junho de 2012

Artista cria vestido com tecido feito de vinho tinto

A arista contemporânea, Donna Franklin, criou o primeiro vestido do mundo feito com vinho tinto. A peça é feita com um tecido de fibra de celulose, fabricado com uma bactéria encontrada do processo de fermentação. 

Em colaboração com a empresa Bioalloy, que realiza pesquisas na Universidade de Western Australia (UWA), Donna desenvolveu um tecido de fibra de celulose de Acetobacter,bactérias utilizadas no processo de fermentação . A bactéria produz celulose que é quimicamente parecida com algodão, quando mergulhada em uma solução de glucose.
Gary Cass, da Bioally, descobriu  o material ao tentar fazer um cyborg com auto-desenvolvimento pele, e criou o "Micro'be rótulo fermentado de moda ", com Franklin, que tem como objetivo "investigar a biossíntese prático e cultural de roupa. "
"As peças são feitas de algodão microbiana que se forma sobre a superfície do vinho, quase como se as bactérias estão a tentar formar uma jangada a fluir sobre o vinho," Cass explicou;"Temos aperfeiçoado uma técnica que irá permitir que as bactérias para formar uma peça de vestuário tridimensional sem costura que pode ser formada para se ajustar como uma segunda pele".
Donna já trabalho com tecidos fermentados em oura ocasião, em 2007 ela criou um vestido com fungos vivos que mudava de cor, enquanto trabalhava na UWA.  Na época ela  disse que desenvolveu o vestido para "desafiar as percepções das pessoas sobre o a relação corpo-vestuário e nossa relação com o mundo natural."
Os planos são lançar o vestido feito de vinho no mercado até o final desse ano.
Fonte: Adega

terça-feira, 29 de maio de 2012

Fabricante de Johnnie Walker e Smirnoff compra Ypióca

A Ypióca é a segunda maior marca de cachaça brasileira por valor e a terceira em volume no Brasil, com vendas de R$ 177 milhões em 2011.

Londres - A multinacional britânica Diageo, do ramo de bebidas e dona de marcas como Johnnie Walker, Smirnoff e Jose Cuervo, anunciou nesta segunda-feira a compra da fabricante de cachaça Ypióca por R$ 940 milhões.

Além da marca brasileira, que tem 160 anos de história, a transação, que será completada em um mês, inclui ativos da Ypióca Agroindustrial Ltda, como uma destiladora em Paraipaba (CE), uma unidade engarrafadora em Fortaleza (CE) e um armazém em Guarulhos (SP), informou a Diageo em comunicado.

A Ypióca é a segunda maior marca de cachaça brasileira por valor e a terceira em volume no Brasil, com vendas de R$ 177 milhões em 2011.

"Este investimento representa uma continuação de nossa estratégia de aumentar a presença nas economias de mais rápido crescimento do mundo", disse o executivo-chefe da Diageo, Paul Walsh.

A companhia britânica tem presença em 180 países. Em seu último ano fiscal, fechado em junho de 2011, elevou seus lucros em quase 17%, com 1,900 bilhão de libras esterlinas (R$ 5,9 bilhões) e teve um faturamento de 9,36 bilhões de libras (R$ 29 bilhões).

Fonte: Exame.com

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Budweiser nacional chega este mês, diz Ambev


SÃO PAULO - A Budweiser, a cerveja mais consumida do mundo, terá produção local até o final deste mês. A informação foi dada pelo vice-presidente financeiro e de relações com investidores da companhia, Nelson Jamel, durante teleconferência sobre resultados do segundo trimestre.

"A Budweiser vem fortalecer o nosso portfólio de cervejas premium, ao lado de Stella Artois e outras marcas", disse o executivo. A campanha de lançamento está a cargo da agência Africa, do publicitário Nizan Guanaes. A cerveja será fabricada no Brasil, na planta de Jacareí (SP) e deve custar cerca de 15% mais que as principais marcas da companhia.

No segundo trimestre, a venda de cerveja no Brasil caiu 2,6% em volume em relação ao mesmo período de 2010, com aumento de 5,3% na receita líquida, que chegou a R$ 3,2 bilhões. O movimento é explicado pelo reajuste dos preços, em decorrência do aumento de impostos federais sobre o produto. Em refrigerantes, houve um aumento de 1,3% no volume vendido, acompanhado de ligeira queda de 0,6% na receita, que ficou em R$ 629,6 milhões no período.

Fonte: Uol

SP tem feira com 120 cervejas artesanais; guia traz sugestões

Com 120 marcas de cerveja artesanais –nacionais e importadas– a cidade de São Paulo recebe neste sábado (20) o primeiro Beer Experience, festival de cervejas gourmet voltado para o público consumidor. A feira ocorre no Centro de Convenções Frei Caneca, região central, e pretende reunir 5.000 pessoas durante o dia e custará R$ 40 a entrada.

Além da ampla variedade de cervejas oferecidas por 29 expositores, a feira terá apresentação das bandas de blues e rock Blues On The Table, Hot Club e Velhas Virgens. Esta última lançará durante o festival sua marca própria de cerveja: a Indie Rockin' Beer.

O evento, que custou R$ 200 mil, pretende reunir pessoas de 25 a 35 anos, familiarizadas ou não com o universo das cervejas gourmet, afirma André Cancegliero, organizador e sommelier de cerveja.

A pedido do UOL, Cancegliero elaborou três listas com as cervejas essenciais a serem experimentadas no evento. As listas foram feitas para caber em diferentes bolsos: até R$ 40 (gastos em cinco cervejas); até R$ 80 (com oito cervejas); e até R$ 120 (para dez cervejas).

Durante a degustação, o sommelier diz que deve-se sempre tomar um copo de água entre uma cerveja e outra para limpar as papilas gustativas e conseguir distinguir melhor cada gosto.

CERVEJAS PARA EXPERIMENTAR NO FESTIVAL
Roteiro para escolher cervejas da Beer Experience conforme o seu bolso
VALOR TOTAL
A GASTAR SUGESTÕES DE CERVEJAS A TOMAR
Até R$ 40 Wals Experience, Bourganel Bierre a la Verveine Velay, Klein Tchec, Colorado Índica e Chimey Red
Até R$ 80 Klein Tchec, Indie Rocking Beer Velhas Virgens, Dama IPA, Broklin East Indian Pale Ale, chope 5 AM Saint, Orval, Antaris Barley Wine e St Peter's Cream Stout
Até R$ 120 Brooklin Lager, Amburana Lager, chope Vila Rica Dry Stout, St Peter's Winter Ale, Chimey Red, Chimey Triple, Chimey Blue, Três Lobos Imperial Porter, Brooklin Chocolate Stout e Rochefort 10


SERVIÇO

1º BEER EXPERIENCE - FESTIVAL DE CERVEJAS ARTESANAIS
Data: 20 de agosto (sábado)
Horário: das 10h às 21h
Ingresso: R$ 40 (antecipadamente), R$ 60 no dia (ou R$ 40 mais um quilo de alimento não-perecível). As cervejas não estão inclusas no ingresso e custam entre R$ 5 e R$ 200
Local: Centro de Convenções Frei Caneca, Shopping Frei Caneca, rua Frei Caneca, 569 – 5º andar – Consolação - São Paulo/SP

Fonte: Uol

domingo, 7 de agosto de 2011

Nome esquisito de cachaça ajuda a exportar "brasilidade", diz especialista

"Amansa Sogra", "Atrás do Saco", "Amansa Corno", "Kara de Pau", "Fruta rara" e "Kipresente" são apenas algumas das marcas de cachaça que trazem no nome a tradição popular  da bebida. Os nomes com duplo sentido fazem a alegria dos consumidores, apesar da dificuldade de pronúncia para os estrangeiros.

A chegada de grandes eventos esportivos nos próximos anos e o crescimento da economia fazem com que a curiosidade internacional pela cultura do país aumente. Para o especialista em marcas da ESPM Júlio Moreira, a cachaça é um dos produtos que mais podem beneficiar-se desse momento.

“A bebida tem uma identificação muito forte com a região onde ela é produzida. A tequila mexicana, a vodca russa e o vinho francês são exemplos disso. A cachaça é um grande sinônimo de brasilidade. As nossas marcas são muito valorizados lá fora, mesmo que a pessoa não saiba o que significa a palavra. O que vale mesmo é a qualidade do produto e de onde ele vem”, declarou.

Para o especialista, até agora outros países aproveitaram melhor as oportunidades que tiveram para divulgar as bebidas tradicionais de cada continente.

"Temos exemplos claros de boas ações de marketing. A cachaça ainda tem um longo caminho a percorrer para conseguir chegar ao mesmo patamar de bebidas de outros países", declarou.
Há 20 anos, o empresário Delfino Golfito criou a maior rede de franquias especializada em cachaça do país, Água Doce, hoje com mais de cem lojas. Para ele, a bebida carrega nos nomes e nos sabores a história do povo brasileiro.

“A cachaça sempre sofreu no país, desde a época dos escravos quando chegou a ser até mesmo proibida para alguns. A marca de cada cachaça traz a história de lutas e conquistas da nossa gente. O homem da roça tinha muito orgulho da cachaça que produzia.Hoje, somos muito gratos a esses bravos que criaram essa bebida maravilhosa”, afirmou.

Exportação cai, porém faturamento cresce

Apesar de a cachaça brasileira enfrentar queda nas exportações em 2011, cerca de 22% de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, a indústria do país aposta nas bebidas consideradas "premium" para aumentar o faturamento. O grupo Ypióca, maior produtor de aguardente do Brasil, informou que aumentou em 8% o faturamento com exportação nos quatro primeiros meses do ano.

“Temos focado na linha de maior valor, com excelente qualidade de produção e também as cachaças com sabor”, afirmou a diretora de exportação do grupo, Heloísa Telles.

 As opções vendidas no exterior vão da popular cachaça branca a bebidas envelhecidas por até seis anos em barris de madeira nobre.

“Nos últimos cinco anos, entramos em 20 países com a bebida. Já estamos em lugares como Grécia, China, Alemanha e Japão. Temos também um gerente na Europa e patrocinamos eventos em outros continentes para levar o nome da marca”, disse .

Cachaça com jeito "gringo"

Apostando no mercado internacional, foi lançada uma cachaça brasileira voltada para o exterior. A marca “B” (que em inglês tem a mesma pronúncia de “bee” e significa abelha) é uma cachaça premium com mel e limão e com um teor alcoólico menor (cerca de 21%).

A empresa contratou uma agência internacional para elaborar o conceito da marca. A garrafa vem da França, a cachaça é feita em Minas Gerias e engarrafada em São Paulo.

Entre os sócios da empresa, está o piloto Nelsinho Piquet, filho do tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet.

Segundo Eduardo Jorge, também proprietário da marca, a expectativa é de que até o começo do ano o produto já esteja em mercados como Europa e Estados Unidos.

“Queremos estar nos principais centros consumidores de bebida do mundo. Existe uma demanda pela cachaça brasileira, e queremos aproveitar essa oportunidade. Os estrangeiros já conhecem a bebida. Queremos buscar um outro mercado e não concorrer com as grandes empresas brasileiras que já estão lá fora.”

Fonte: Uol

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tequila el Jimador chega ao mercado brasileiro

A Brown-Forman traz para o Brasil a tequila el Jimador. Criada em 1994, a bebida mexicana chega ao país em duas versões, Reposado (foto) e Blanco. Para promover a novidade entre os consumidores brasileiros, a marca fechou uma parceria com o blog Jacaré Banguela, que postará textos e vídeos sobre o produto e as instalações da fábrica no país de origem.

A partir de agosto, a Brown-Forman, que também distribui o whisky Jack Daniel's, realizará blitz em bares e festas universitárias, em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, para promover o conceito "caliente". A empresa também criou uma fanpage no Facebook visando estreitar o relacionamento entre a marca e os internautas. As ações de Marketing ficam por conta da agência Hagua, de Pernambuco.



Fonte: Mundo do Marketing

Planta da tequila poderá abastecer carros no futuro

Espécie do México pode gerar bioetanol e superar vantagens da cana.

A agave é uma planta típica da América Central, cujo produto mais conhecido é a tequila. Mas ela pode ter também finalidade energética, usada para a produção de bioetanol. É o que defendem pesquisadores britânicos e australianos em artigo publicado no periódico especializado Energy and Environmental Science.

O gênero de suculentas, abundante principalmente no México, espalha-se por extensas plantações que visam sobretudo a produção de tequila. Contudo, segundo os pesquisadores, exibe vantagens sobre alguns recursos naturais utilizados para a fabricação de etanol, como a cana-de-açúcar, e poderia ser cultivado com o propósito de abastecer um mundo cada vez mais escasso em petróleo.

"A planta agave é provavelmente uma das culturas mais promissoras que podemos cultivar para produzir combustíveis de etanol", afirma Daniel Tan, fisiologista vegetal da Universidade de Sydney, na Austrália, responsável pelo artigo. "Ela pode crescer em regiões áridas e sem irrigação; não compete com outras lavouras nem exige muito dos limitados recursos de água."

De acordo com Tan, a energia do etanol derivado do agave é cinco vezes maior do que a utilizada para produzi-lo. Isso torna o "negócio" interessante como é atualmente o cultivo da cana.

Além disso, lavouras de agave podem compensar a emissão de gases de efeito estufa com a absorção do dióxido de carbono. Um projeto piloto, uma plantação de agave com o propósito de servir a fabricação de biocombustível, está sendo conduzido no estado australiano de Queensland. Novas tecnologias devem ser desenvolvidas para sustentar a promissora ideia.

Fonte: Exame.com

Tequila pode se tornar biocombustível

Agave, planta que destilada gera a tequila, é uma opção sustentável para combustível.

Por Fernanda Morales

Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que a planta agave, substância que quando destilada gera a famosa bebida tequila, pode ser uma ótima opção na produção de combustíveis sustentáveis.

De acordo com matéria publicada no Guardian, a agave pode substituir o etanol produzido através da cana de açúcar sem provocar grandes impactos ambientais e sociais, já que a planta é encontrada em solo extremamente árido, praticamente desértico, e quente.

O estudo publicado no jornal Energy and Environmental Science é o primeiro a apresentar uma análise completa do ciclo de produção de biocombustível com a agave. Os pesquisadores descobriram que a produção do combustível com agave emite 35 gramas de carbono para cada megajoule de energia produzido, muito menos do que as 85g/MJ liberadas na produção de etanol com milho.

O etanol produzido no Brasil com a cana de açúcar polui muito menos que o produzido com a agave, emitindo apenas 20g/MJ de dióxido de carbono, mas segundo os pesquisadores, a experiência com a cana de açúcar é muito difícil de ser realizada em outros países devido a combinação de fatores como água, solo fértil e energia hidroelétrica para moer a cana.

Fonte: http://henrique.geek.com.br

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Campari compra brasileira Sagatiba por US$ 26 milhões

MILÃO/SÃO PAULO (Reuters) - A italiana Davide Campari-Milano anunciou nesta quinta-feira a compra da marca brasileira de cachaça Sagatiba por US$ 26 milhões.

A Campari também pagará um valor adicional equivalente a 7,5% das vendas anuais da Sagatiba --fundada pelo empresário Marcos de Moraes-- nos oitos anos subsequentes à conclusão da operação, conforme comunicado.

O negócio acontece depois que, na segunda-feira, o grupo japonês Kirin anunciou a aquisição do controle da cervejaria brasileira Schincariol por R$ 3,95 bilhões, dando ao grupo asiático uma base no crescente mercado brasileiro.

A compra da Sagatiba ocorreu depois que a Campari acertou no início do ano passado um acordo de distribuição da marca no Brasil e América do Sul, ampliando para cerca de 40 a base de países onde a cachaça é vendida no mundo. O acordo marcou a entrada do grupo italiano no mercado de cachaça, um dos mais fortes da indústria de bebidas do Brasil.

Representantes da Sagatiba não puderam ser contatados imediatamente para comentar o assunto.

A companhia italiana, que detém as marcas de vodca Skyy e de uísque Glen Grant, além de mais de 40 outros rótulos, havia afirmado em novembro que tinha munição suficiente para superar sua maior aquisição até então, a da marca de uísque Wild Turkey em 2009, por US$ 575 milhões.

A Campari registrou lucro líquido de 75,3 milhões de euros (US$ 107 milhões) no primeiro semestre, 8,7% superior ao visto um ano antes. Já as vendas no período cresceram para 589 milhões de euros.

(Por Antonella Ciancio, reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr. em São Paulo)

Fonte: Uol

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Feira tem cerveja com fruta da Amazônia e de jabuticaba por até R$ 200

Cervejas aromatizadas com jabuticaba, bacuri (fruto típico da Amazônia) e guaraná são algumas das opções que estão sendo apresentadas na feira Brasil Brau, um dos maiores eventos do setor cervejeiro do país.

A feira é aberta ao público pela primeira vez e algumas cervejas podem ser degustadas.

Reunidas em São Paulo, 30 microcervejarias brasileiras se dizem otimistas com o setor de cervejas artesanais no país e apostam em um forte crescimento para os próximos anos.

A Amazon Beer, de Belém do Pará, por exemplo, investiu R$ 12 milhões este ano na construção de uma nova fábrica.

Especializada em fazer cervejas com frutas da Amazônia, a empresa tem agora capacidade para produzir 100 mil litros por mês e pretende crescer 35% no próximo ano com a entrada de seus produtos no mercado do Sudeste.

Na feira, a cervejaria chamou a atenção com a Bacuri Beer, aromatizada com bacuri, mas que ainda não é vendida em garrafa, apenas na forma de chope.

Outro destaque é a Vivre, da cervejaria Falke (Belo Horizonte), que é aromatizada com jabuticaba e custa cerca de R$ 200 a garrafa de 750 ml.

Para Cilene Saorin, presidente da Cobracem (Associação Brasileira dos Profissionais em Cerveja e Malte), o bom desempenho das cervejarias artesanais está relacionado ao crescimento do poder aquisitivo da população.

"Cada vez mais os brasileiros estão aprendendo a beber melhor", afirma Saorin.

Feira

A Brasil Brau 2011 (11ª Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja) foi aberta na terça-feira e vai até a quinta-feira (7), das 13h às 20h, no Transamerica Expo Center (zona sul de São Paulo).

É a primeira vez que o evento é aberto ao público. O ingresso custa R$ 30 e algumas cervejas podem ser degustadas. As doses são de 50 ml e 100 ml dependendo do tipo e custam R$ 3 cada uma.

Setor

Não há dados recentes sobre o mercado de cervejas no Brasil, entretanto, segundo reportagem da "Folha de S.Paulo", existem 180 empresas no segmento das microcervejarias, que movimentam quase R$ 2 bilhões.

Os números são do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) e referem-se a 2009, quando o mercado nacional de cervejas movimentou R$ 30 bilhões.

Nesse mesmo ano, a população brasileira consumiu 10,9 bilhões de litros de cerveja, o que representa um crescimento de 33% em dez anos (em 2000, foram 8,2 bilhões de litros).

O consumo per capita em 2009 ficou em 57 litros, alta de 14% na comparação com 2000 (49 litros).

A forma mais comum de consumir cerveja no Brasil é em garrafas de 600 ml, e 66% das vendas foram dessa maneira. Depois vêm as latas (27%), o chope (3%) e as garrafas "long neck" (3%).

Considerando o consumo per capita de 2008 (quando cada brasileiro bebeu, em média, 55 litros), o Brasil ficou em 24º em um ranking feito com 29 países, empatado com Japão e Ucrânia.

Os brasileiros só bebem mais cerveja que argentinos (40 litros), franceses (36) e chineses (18). Os campeões mundiais são os tchecos com 160 litros, o que significa quase meio litro por dia.

Fonte: Uol
Maiores informações: http://www.brasilbrau.com.br/