sexta-feira, 5 de agosto de 2011

No México, tequila abre espaço para o mescal brilhar

Aguardente conhecida por conter verme dentro de garrafa deixa sombra da tequila para ganhar projeção dentro e fora do país.

Olhos abrem, bocas se contorcem, um coro de "ahhs" toma conta da sala. O mescal, a aguardente mexicana mais conhecida por conter um verme na sua garrafa, tem incinerado línguas, queimado o fundo de gargantas e começado o seu fluxo de lava até o estômago.

A dose não é pequena aqui, a bebida é sorvida e saboreada na boca como o melhor dos vinhos, levando a uma série de adjetivos. "Cítrico". "Melado". "Amadeirado".

Essas são as avaliações dos presentes. Longe de ser um grupo de estudantes em festa, esse é um grupo formado principalmente por profissionais entre os 20 e 30 anos de idade, que estavam descobrindo os pontos mais finos da versão artesanal da bebida em uma degustação recentes nesta aldeia agrícola a duas horas da Cidade do México.

Garrafa de mescal com verme dentro, iguaria mexicana que rivaliza com tequila

"Esse líquido é límpido", declarou Fructuoso Garcia, 84 anos, um dos muitos produtores da região de Zumpahuacan. "Nós não colocamos nada para reforçar o sabor. Você não consegue isso em uma fábrica". Garcia é um dos muitos produtores locais que lutam para participar do crescimento dos destilados mexicanos com o mescal, apesar da antiga fama da bebida.

A bebida está deixando a sombra da tequila, o destilado mais popular e suave que conquistou fãs (e ressacas) ao redor do mundo.

Ambos são feitos com o agave, uma espécie de planta nativa do México, e tecnicamente falando, tequila é um tipo de mescal (embora no México elas sejam consideradas bebidas muito diferentes, como o champanhe e o vinho). A tequila é feita a partir de uma variedade específica de fruta da planta e produzida principalmente no Estado de Jalisco, o mescal (ou mezcal, como é escrito no México) é feito a partir de uma classe mais ampla e muitas vezes é visto como o primo mais pobre, destilado em um processo secular diferente da tequila e com um teor alcoólico geralmente acima de 45%.

Verme

Diferentes regiões têm suas próprias versões do mescal, mas compartilham um ponto de venda comum no ditado popular: "O mescal serve para tudo de ruim - e para tudo de bom também". O mescal é um remédio popular para as constipações e indigestão. Mas a bebida é provavelmente mais conhecida por causa do verme na garrafa – um truque de marketing de algumas marcas do Estado de Oaxaca (algumas utilizam um escorpião). E, com ou sem verme, ela tende a descer queimando. O que pode ser seu apelo.

Candelária Garcia, cuja família produz mescal há gerações, em sua cozinha em Zumpahuacán, no México

Bares e restaurantes com mescal, tequila e outras bebidas tradicionais, como as suas ofertas primárias – incluindo pulque e sotol, também derivados do agave – estão surgindo em todo Cidade do México.

As exportações do mescal (que aumentaram 54% no ano passado) e da tequila (12%) tem aumentado continuamente, conforme estabelecimentos da moda de Nova York, Los Angeles, San Francisco e outras cidades descobrem que há outras bebidas mexicanas além das margaritas.

Para lidar com o interesse dos turistas, a Cidade do México abriu em dezembro em uma praça do centro histórico o Museu da Tequila e do Mescal. E aproveitando a onda de interesse, o número de marcas que fabricam o mescal aumentou acentuadamente nos últimos anos, de 28 em 2007 para 78, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Identidade

Parte disso é o ciclo sem fim que determina que o velho volta a ser moda novamente. Mas os mexicanos, especialmente os mais jovens, também estão em busca de descobrir e afirmar as suas raízes em reação à onda de produtos e lojas americanas que têm inundado o país. "É parte da nossa identidade e vale a pena preservá-la", disse Andrea Bustillos, 25, estudante de história da arte, disse depois de experimentar diversas versões do mescal. "Nós vimos um mundo de consumismo. Agora nós não queremos tudo igual".

Fernando Llanos, 34 anos, artista plástico e um dos muitos proprietários de bares e restaurantes na Cidade do México que organizaram a degustações do mescal, disse: "É uma paixão minha".

"Esse é para a minha casa", disse Llanos, um parceiro na Lilit, um bar e restaurante na Cidade do México, segurando uma garrafa de mescal artesanal. "Mas eu vou ver se meu sommelier está interessado em experimentá-lo no bar. Se não apoiamos as pessoas do país, elas se envolvem em outras coisas".

Garrafa de mescal produzido em Zumpahuacán, no México

Cornelio Perez, fundador de um grupo chamado Mescales Tradicionales, é o porta-voz do mescal artesanal: ele chegou a organizar uma campanha para que o mescal seja colocado na lista da de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco, como fizeram com a comida mexicana tradicional no último outono.

Ele vocifera contra a variedade comercial, que contém o selo oficial do conselho nacional de regulamentação, mas, na sua opinião, não tem sabor e autenticidade. O conselho certifica o mescal de sete Estados para exportação, mas o destilado é produzido em vários outros Estados que crescem agave, inclusive aqui no Estado do México, em torno da Cidade do México. Então, para vender seu mescal, os produtores locais dependem de operadoras de turismo cultural que organizam degustações locais, transeuntes e proprietários de bares.

Perez disse esperar que os produtores locais não se percam na mania do mescal. A proliferação de marcas de tequila, diz ele, levou a uma diluição da qualidade, e ele teme que o mesmo pode acontecer com o mescal. "Nós não queremos ver a 'tequilalização' do mescal", disse ele.

Ou, como o museu explica em sua exibição do mescal artesanal, embora os selos de certificação "ajudem a promover o patrimônio cultural e desenvolvimento regional, eles também podem excluir e marginalizar os pequenos produtores tradicionais, colocando-os em desvantagem".

Técnicas

Produtores tradicionais ainda empregam técnicas de séculos atrás. Povos indígenas há muito fermentavam o agave, popularmente conhecido como agave, mas os espanhóis trouxeram as técnicas de destilação que deram origem ao mescal, tequila e outras bebidas.

Juan Luis Medina, um produtor de mescal, disse que sua família faz a bebida há muitas gerações. O processo é meticuloso e envolve o desenraizamento do agave, grande e pesado, a torrefação do o coração (conhecido como pina, por sua semelhança com o abacaxi) em poços profundos, a moagem, a fermentação em alambiques de madeira e a destilação no vapor. É a queima – mescal é a palavra Nahuatl para "maguey cozido" – que impregna o sabor defumado à bebida.

"Encontrar mescal em uma casa aqui é como encontrar tortillas, ele está em toda a parte", disse Guadalupe Vazquez Quiros, 23 anos, a quarta geração de uma família de mescaleros, como são conhecidos os produtores da bebida. Ele deu o seu primeiro gole aos 8 anos.

Sua família e outros produtores da região cultivam milho, feijão e outras culturas para ajudar a pagar as despesas, mas percebem que cada vez mais as pessoas da cidade estão consumindo o mescal. No ano passado, a produção da bebida na fazenda Vazquez aumentou 30%.

Ele coloca um verme (larvas de mariposa que vivem no agave) em algumas garrafas, para satisfazer os turistas que esperam por isso. Mas nada, dizem eles, é mais autêntico do que o mescal recentemente destilado no rancho. "O que você encontra na loja é como beber água", disse Jose Luis Medina, um mescalero local, oferecendo um copo do seu produto. "Gosto disso. Isso é o verdadeiro mescal".

*Por Randal C. Archibold

Fonte: IG

Tequila el Jimador chega ao mercado brasileiro

A Brown-Forman traz para o Brasil a tequila el Jimador. Criada em 1994, a bebida mexicana chega ao país em duas versões, Reposado (foto) e Blanco. Para promover a novidade entre os consumidores brasileiros, a marca fechou uma parceria com o blog Jacaré Banguela, que postará textos e vídeos sobre o produto e as instalações da fábrica no país de origem.

A partir de agosto, a Brown-Forman, que também distribui o whisky Jack Daniel's, realizará blitz em bares e festas universitárias, em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, para promover o conceito "caliente". A empresa também criou uma fanpage no Facebook visando estreitar o relacionamento entre a marca e os internautas. As ações de Marketing ficam por conta da agência Hagua, de Pernambuco.



Fonte: Mundo do Marketing

Planta da tequila poderá abastecer carros no futuro

Espécie do México pode gerar bioetanol e superar vantagens da cana.

A agave é uma planta típica da América Central, cujo produto mais conhecido é a tequila. Mas ela pode ter também finalidade energética, usada para a produção de bioetanol. É o que defendem pesquisadores britânicos e australianos em artigo publicado no periódico especializado Energy and Environmental Science.

O gênero de suculentas, abundante principalmente no México, espalha-se por extensas plantações que visam sobretudo a produção de tequila. Contudo, segundo os pesquisadores, exibe vantagens sobre alguns recursos naturais utilizados para a fabricação de etanol, como a cana-de-açúcar, e poderia ser cultivado com o propósito de abastecer um mundo cada vez mais escasso em petróleo.

"A planta agave é provavelmente uma das culturas mais promissoras que podemos cultivar para produzir combustíveis de etanol", afirma Daniel Tan, fisiologista vegetal da Universidade de Sydney, na Austrália, responsável pelo artigo. "Ela pode crescer em regiões áridas e sem irrigação; não compete com outras lavouras nem exige muito dos limitados recursos de água."

De acordo com Tan, a energia do etanol derivado do agave é cinco vezes maior do que a utilizada para produzi-lo. Isso torna o "negócio" interessante como é atualmente o cultivo da cana.

Além disso, lavouras de agave podem compensar a emissão de gases de efeito estufa com a absorção do dióxido de carbono. Um projeto piloto, uma plantação de agave com o propósito de servir a fabricação de biocombustível, está sendo conduzido no estado australiano de Queensland. Novas tecnologias devem ser desenvolvidas para sustentar a promissora ideia.

Fonte: Exame.com

Tequila pode se tornar biocombustível

Agave, planta que destilada gera a tequila, é uma opção sustentável para combustível.

Por Fernanda Morales

Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que a planta agave, substância que quando destilada gera a famosa bebida tequila, pode ser uma ótima opção na produção de combustíveis sustentáveis.

De acordo com matéria publicada no Guardian, a agave pode substituir o etanol produzido através da cana de açúcar sem provocar grandes impactos ambientais e sociais, já que a planta é encontrada em solo extremamente árido, praticamente desértico, e quente.

O estudo publicado no jornal Energy and Environmental Science é o primeiro a apresentar uma análise completa do ciclo de produção de biocombustível com a agave. Os pesquisadores descobriram que a produção do combustível com agave emite 35 gramas de carbono para cada megajoule de energia produzido, muito menos do que as 85g/MJ liberadas na produção de etanol com milho.

O etanol produzido no Brasil com a cana de açúcar polui muito menos que o produzido com a agave, emitindo apenas 20g/MJ de dióxido de carbono, mas segundo os pesquisadores, a experiência com a cana de açúcar é muito difícil de ser realizada em outros países devido a combinação de fatores como água, solo fértil e energia hidroelétrica para moer a cana.

Fonte: http://henrique.geek.com.br

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Campari compra brasileira Sagatiba por US$ 26 milhões

MILÃO/SÃO PAULO (Reuters) - A italiana Davide Campari-Milano anunciou nesta quinta-feira a compra da marca brasileira de cachaça Sagatiba por US$ 26 milhões.

A Campari também pagará um valor adicional equivalente a 7,5% das vendas anuais da Sagatiba --fundada pelo empresário Marcos de Moraes-- nos oitos anos subsequentes à conclusão da operação, conforme comunicado.

O negócio acontece depois que, na segunda-feira, o grupo japonês Kirin anunciou a aquisição do controle da cervejaria brasileira Schincariol por R$ 3,95 bilhões, dando ao grupo asiático uma base no crescente mercado brasileiro.

A compra da Sagatiba ocorreu depois que a Campari acertou no início do ano passado um acordo de distribuição da marca no Brasil e América do Sul, ampliando para cerca de 40 a base de países onde a cachaça é vendida no mundo. O acordo marcou a entrada do grupo italiano no mercado de cachaça, um dos mais fortes da indústria de bebidas do Brasil.

Representantes da Sagatiba não puderam ser contatados imediatamente para comentar o assunto.

A companhia italiana, que detém as marcas de vodca Skyy e de uísque Glen Grant, além de mais de 40 outros rótulos, havia afirmado em novembro que tinha munição suficiente para superar sua maior aquisição até então, a da marca de uísque Wild Turkey em 2009, por US$ 575 milhões.

A Campari registrou lucro líquido de 75,3 milhões de euros (US$ 107 milhões) no primeiro semestre, 8,7% superior ao visto um ano antes. Já as vendas no período cresceram para 589 milhões de euros.

(Por Antonella Ciancio, reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr. em São Paulo)

Fonte: Uol

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Curiosidades do consumo de cerveja no Brasil

A forma mais comum de consumir cerveja no Brasil é em garrafas de 600
ml, que representam 66% das vendas no país. Depois vêm as latas, que
ficam com 27% do mercado, na sequencia, temos o chope com apenas 3% e
as garrafas "long neck" também com apenas 3%.

Eu particularmente não acreditava que o chope representasse apenas 3%
do mercado, imaginava que tivessem uma participação um pouco maior.
As "long necks", também tem baixíssima participação no mercado, o que
era de se imaginar, pois ao meu ver, são consumidas mais em baladas e
postos de gasolina, e alguns restaurantes.

As garrafas tradicionais de 600 mil reinam absolutas, e assim devem
continuar, pois são preferencia nos bares, e para realização de
festas, que sempre tem cerveja. As latinhas também tem boa
participação, tem bom consumo em mercados, para consumo residencial, e
em festas também.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Feira tem cerveja com fruta da Amazônia e de jabuticaba por até R$ 200

Cervejas aromatizadas com jabuticaba, bacuri (fruto típico da Amazônia) e guaraná são algumas das opções que estão sendo apresentadas na feira Brasil Brau, um dos maiores eventos do setor cervejeiro do país.

A feira é aberta ao público pela primeira vez e algumas cervejas podem ser degustadas.

Reunidas em São Paulo, 30 microcervejarias brasileiras se dizem otimistas com o setor de cervejas artesanais no país e apostam em um forte crescimento para os próximos anos.

A Amazon Beer, de Belém do Pará, por exemplo, investiu R$ 12 milhões este ano na construção de uma nova fábrica.

Especializada em fazer cervejas com frutas da Amazônia, a empresa tem agora capacidade para produzir 100 mil litros por mês e pretende crescer 35% no próximo ano com a entrada de seus produtos no mercado do Sudeste.

Na feira, a cervejaria chamou a atenção com a Bacuri Beer, aromatizada com bacuri, mas que ainda não é vendida em garrafa, apenas na forma de chope.

Outro destaque é a Vivre, da cervejaria Falke (Belo Horizonte), que é aromatizada com jabuticaba e custa cerca de R$ 200 a garrafa de 750 ml.

Para Cilene Saorin, presidente da Cobracem (Associação Brasileira dos Profissionais em Cerveja e Malte), o bom desempenho das cervejarias artesanais está relacionado ao crescimento do poder aquisitivo da população.

"Cada vez mais os brasileiros estão aprendendo a beber melhor", afirma Saorin.

Feira

A Brasil Brau 2011 (11ª Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja) foi aberta na terça-feira e vai até a quinta-feira (7), das 13h às 20h, no Transamerica Expo Center (zona sul de São Paulo).

É a primeira vez que o evento é aberto ao público. O ingresso custa R$ 30 e algumas cervejas podem ser degustadas. As doses são de 50 ml e 100 ml dependendo do tipo e custam R$ 3 cada uma.

Setor

Não há dados recentes sobre o mercado de cervejas no Brasil, entretanto, segundo reportagem da "Folha de S.Paulo", existem 180 empresas no segmento das microcervejarias, que movimentam quase R$ 2 bilhões.

Os números são do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) e referem-se a 2009, quando o mercado nacional de cervejas movimentou R$ 30 bilhões.

Nesse mesmo ano, a população brasileira consumiu 10,9 bilhões de litros de cerveja, o que representa um crescimento de 33% em dez anos (em 2000, foram 8,2 bilhões de litros).

O consumo per capita em 2009 ficou em 57 litros, alta de 14% na comparação com 2000 (49 litros).

A forma mais comum de consumir cerveja no Brasil é em garrafas de 600 ml, e 66% das vendas foram dessa maneira. Depois vêm as latas (27%), o chope (3%) e as garrafas "long neck" (3%).

Considerando o consumo per capita de 2008 (quando cada brasileiro bebeu, em média, 55 litros), o Brasil ficou em 24º em um ranking feito com 29 países, empatado com Japão e Ucrânia.

Os brasileiros só bebem mais cerveja que argentinos (40 litros), franceses (36) e chineses (18). Os campeões mundiais são os tchecos com 160 litros, o que significa quase meio litro por dia.

Fonte: Uol
Maiores informações: http://www.brasilbrau.com.br/