A um tempo atrás, na verdade um bom tempo atrás, me chamou a atenção no mercado uma garrafa diferente da Eisenbahn, uma das minhas cervejarias nacionais favoritas. Era uma edição limitada comemorando os 10 anos da cervejaria. Resolvi arriscar, e comprei uma garrafa. Bom, vamos ao que interessa.
Ela é uma cerveja forte e clara, de rótulo serigrafado, com uma ótima formação de espuma consistente e duradoura. Parcialmente filtrada com chips de carvalho francês, é uma cerveja levemente turva e possui um aroma realmente fantástico, bem floral e um pouco cítrico.
A Eisenbahn 10 anos possui um sabor levemente adocicado, com um amargor
médio surgindo aos poucos, bem encorpada e de carbonatação moderada,
possui um final seco e convidativo a um novo gole.
É uma cerveja do tipo doppelbock clara, algo inusitado para o estilo de origem germânico que tradicionalmente leva maltes torrados nos ingredientes, e fechada com rolha para trazer maior charme. Possui teor alcóolico de 7,2% e deve ser consumida a uma temperatura entre 8 e 12 graus.
De fato, é uma cerveja diferente, incomum, e muito boa, uma das que mais me agradou, entrando para minha lista de favoritas. Vale muito a pena.
sábado, 6 de julho de 2013
sábado, 6 de outubro de 2012
Mercado artesanal de cerveja planeja crescer 13 vezes em 10 anos
O aumento da renda e as mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros
devem fazer com que o mercado de cervejas artesanais cresça 13 vezes no
país na próxima década.
Em 2011, a produção total de cervejas no Brasil chegou a 13,3 bilhões de litros de acordo com o Sicobe, sistema de medição da Receita Federal.
Dados da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) mostram que, deste total, apenas 0,15% são produtos feitos por microcervejarias. A expectativa da associação, porém, é que em dez anos a participação suba para 2%.
O Brasil possui, atualmente, cerca de 200 microcervejarias, a maioria localizada nas regiões Sul e Sudeste. Cidades como Ribeirão Preto e Piracicaba, no Estado de São Paulo, e Curitiba, no Paraná, vêm se tornando polos de produção das cervejas artesanais, diz o sommelier de cervejas André Cancegliero.
Cancegliero é responsável pelo festival Beer Experience, realizado nesta sexta-feira (5) e neste sábado (6) na capital paulista. O objetivo do evento, que reúne 35 expositores, é justamente atrair novos consumidores.
"O que mais prejudica a cultura cervejeira no Brasil é a falta de conhecimento. O brasileiro conhece muito pouco sobre cerveja. Consome basicamente o tipo pilsen, que é apenas uma entre as cerca de 180 variedades existentes no mundo", diz.
“É um mercado que, sem dúvida, tende a crescer. Um bom indicativo disso são os eventos do setor, que vêm sendo realizados com cada vez mais frequência. Pessoas das mais variadas formações e níveis sociais têm se interessado por cervejas artesanais, com sabores diferentes, tentando fugir um pouco do padrão de consumo brasileiro”, diz Alessandro Morais, diretor da Associação de Cervejeiros Artesanais Paulistas (Acerva Paulista).
A Abrabe define as microcervejarias como pequenas indústrias, a maioria de origem familiar, que têm um processo de produção artesanal: produzem no máximo cinco milhões de litros por ano. As cervejas costumam ser fabricadas com ingredientes especiais e contêm pelo menos 80% de malte. Para efeito de comparação, nas cervejas pilsen, as mais consumidas no país, o teor médio é de 53%.
O preço alto, diz o sommelier, também prejudica o segmento. A maior parte da matéria-prima usada na fabricação de cervejas arsenais, como malte, lúpulo e fermento, é importada.
"Isso faz com que a cerveja artesanal seja de três a quatro vezes mais cara", calcula Cancegliero.
Mais de 300 rótulos, nacionais e importados, serão apresentados no Beer Experience. Entre as nacionais está a Taperebá Witbier, fabricada pela Amazon Beer, de Belém (PA). Outra cerveja nacional apresentada no evento será a Berthô, feita com castanha do Pará. O produto é fabricado pela Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto (SP).
Entre os produtos internacionais, estarão cervejas belgas, escocesas e italianas. Todos os produtos serão vendidos com descontos que chegam a 30%.
Fonte: UOL
Em 2011, a produção total de cervejas no Brasil chegou a 13,3 bilhões de litros de acordo com o Sicobe, sistema de medição da Receita Federal.
Dados da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) mostram que, deste total, apenas 0,15% são produtos feitos por microcervejarias. A expectativa da associação, porém, é que em dez anos a participação suba para 2%.
O Brasil possui, atualmente, cerca de 200 microcervejarias, a maioria localizada nas regiões Sul e Sudeste. Cidades como Ribeirão Preto e Piracicaba, no Estado de São Paulo, e Curitiba, no Paraná, vêm se tornando polos de produção das cervejas artesanais, diz o sommelier de cervejas André Cancegliero.
Cancegliero é responsável pelo festival Beer Experience, realizado nesta sexta-feira (5) e neste sábado (6) na capital paulista. O objetivo do evento, que reúne 35 expositores, é justamente atrair novos consumidores.
"O que mais prejudica a cultura cervejeira no Brasil é a falta de conhecimento. O brasileiro conhece muito pouco sobre cerveja. Consome basicamente o tipo pilsen, que é apenas uma entre as cerca de 180 variedades existentes no mundo", diz.
“É um mercado que, sem dúvida, tende a crescer. Um bom indicativo disso são os eventos do setor, que vêm sendo realizados com cada vez mais frequência. Pessoas das mais variadas formações e níveis sociais têm se interessado por cervejas artesanais, com sabores diferentes, tentando fugir um pouco do padrão de consumo brasileiro”, diz Alessandro Morais, diretor da Associação de Cervejeiros Artesanais Paulistas (Acerva Paulista).
Preço alto ainda afasta consumidor
A Abrabe define as microcervejarias como pequenas indústrias, a maioria de origem familiar, que têm um processo de produção artesanal: produzem no máximo cinco milhões de litros por ano. As cervejas costumam ser fabricadas com ingredientes especiais e contêm pelo menos 80% de malte. Para efeito de comparação, nas cervejas pilsen, as mais consumidas no país, o teor médio é de 53%.
O preço alto, diz o sommelier, também prejudica o segmento. A maior parte da matéria-prima usada na fabricação de cervejas arsenais, como malte, lúpulo e fermento, é importada.
"Isso faz com que a cerveja artesanal seja de três a quatro vezes mais cara", calcula Cancegliero.
Evento traz mais de 300 rótulos nacionais e importados
Mais de 300 rótulos, nacionais e importados, serão apresentados no Beer Experience. Entre as nacionais está a Taperebá Witbier, fabricada pela Amazon Beer, de Belém (PA). Outra cerveja nacional apresentada no evento será a Berthô, feita com castanha do Pará. O produto é fabricado pela Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto (SP).
Entre os produtos internacionais, estarão cervejas belgas, escocesas e italianas. Todos os produtos serão vendidos com descontos que chegam a 30%.
Fonte: UOL
Cerveja nacional tem muito milho, afirma pesquisa da USP
Uma das análises químicas mais completas já feitas com marcas de cerveja
do Brasil e do exterior dá peso a uma tendência que estudos menores já
indicavam: as grandes marcas nacionais têm elevadas quantidades de milho
em sua composição, embora a matéria-prima tradicional da bebida seja a
cevada.
São os nomes mais conhecidos do público, como Antarctica, Brahma, Skol e Nova Schin (veja infográfico abaixo). A análise sugere que essas marcas estão no limite da porcentagem de milho como matéria-prima para cerveja que a legislação nacional determina (45%) ou podem até tê-lo ultrapassado.
As empresas produtoras questionaram a análise (leia texto abaixo). Por outro lado, o estudo indicou que algumas cervejas em pequena escala possuem o teor que se esperaria de uma bebida feita só com água, cevada e lúpulo, como reza a tradição alemã.
A pesquisa é assinada por cientistas do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da USP de Piracicaba, e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
O grupo piracicabano, coordenado por Luiz Antonio Martinelli, já estudou cervejas antes, além de verificar a presença de álcool de cana no vinho nacional.
"Ninguém aqui está dizendo que a cerveja é pior por ter milho --aliás, eu nem bebo cerveja, só vinho", diz Martinelli. Ele ressalta também que o trabalho tem margens de erro e que o propósito não foi denunciar que certas marcas não seguem a lei.
"A diferença de composição é muito pequena [no caso das que parecem ter muito milho]", diz a bióloga Sílvia Mardegan, orientanda de Martinelli e autora principal do estudo, que sairá na revista científica "Journal of Food Composition and Analysis".
Além disso, ela lembra que só uma unidade de cada marca foi estudada, e que existem variações por lote e por região do país. Por outro lado, a variedade de marcas (77, sendo 49 nacionais e 28 importadas) ajuda a dar um panorama amplo do mercado.
BALANÇA DE ÁTOMOS
Em essência, o método da USP de Piracicaba é uma balança de átomos. Isso porque os átomos de carbono que os seres vivos usam em seu organismo existem em dois "pesos" principais, o carbono-12 e o carbono-13 (o segundo um pouco mais "gordo").
As plantas incorporam carbono o tempo todo em seu organismo durante a fotossíntese. Só que algumas têm um "paladar" diferenciado. São, por exemplo, as gramíneas tropicais, como o milho e a cana, que "preferem" uma proporção relativamente maior de carbono-13.
É essa assinatura que os cientistas usam para diferenciá-las de plantas como a cevada ou a uva, que têm menos apreço pelo carbono-13.
Os pesquisadores estabeleceram qual era o "perfil de carbono" da cevada e o do milho e fizeram a mesma análise na cerveja. Se a proporção das variantes do elemento químico na cerveja era intermediário, o veredicto só podia ser um: mistura.
O método tem algumas limitações. Teria mais dificuldade de flagrar o uso de arroz na cerveja, já que o perfil de carbono do arroz é semelhante ao da cevada.
Sady Homrich, especialista em cerveja e colunista do do caderno "Comida", da Folha, diz que o consenso entre cervejeiros é que diminuir o teor de cevada acaba afetando a qualidade da bebida.
"A boa cerveja é a de puro malte de cevada, porque você pode explorar variações de sabor e aroma vindas da secagem e da torrefação da cevada", afirma Homrich.
Apesar do argumento de que o milho deixaria a cerveja mais leve, Homrich diz que a grande preocupação da indústria é diminuir o custo.
OUTRO LADO
Em comunicados, os fabricantes de cervejas com alto teor de milho apontado pela pesquisa defenderam a qualidade de seus produtos.
A Ambev, fabricante das marcas Caracu, Antarctica, Brahma, Bohemia e Skol, afirmou que "controlar a quantidade de malte de cevada é necessário para obter cerveja com características adaptadas ao paladar do consumidor brasileiro: leve, refrescante e de corpo suave".
"A indústria brasileira de cerveja possui tradição de mais de cem anos e tem orgulho de produzir bebidas de altíssima qualidade. A Ambev leva aos seus milhões de consumidores receitas seculares produzidas com os melhores insumos disponíveis em todo o mundo", continua o comunicado oficial.
A empresa disse ainda que seus produtos seguem à risca as determinações do Ministério da Agricultura e que está investindo na produção nacional de cevada e em quatro maltarias próprias.
Já a Schincariol, que produz a Nova Schin e a Glacial, diz que "respeita as iniciativas de pesquisas realizadas pela USP, mas ressalta que a metodologia utilizada no mencionado estudo não é a determinada pelo Ministério da Agricultura".
A empresa afirma que "está à disposição dos pesquisadores responsáveis pelo estudo para esclarecer possíveis dúvidas sobre seus produtos ou processos".
"É um trabalho interessante, mas discordamos dos resultados", disse à Folha Humberto de Lazari, gerente corporativo industrial do Grupo Petrópolis, das cervejas Itaipava e Crystal.
Ele afirmou que as imprecisões técnicas da pesquisa seriam discutidas de forma mais apropriada "num fórum técnico", mas ressaltou que a empresa usa menos do que os 45% de produtos não derivados de cevada em suas bebidas --disse não poder revelar a proporção exata.
A legislação não exige que as empresas declarem nos rótulos a composição exata das cervejas que produzem.
Lazari questionou a afirmação do estudo de que o milho aceleraria o processo de produção, cortando custos.
A Heineken, hoje responsável pela Kaiser, declarou em comunicado que "já possuía conhecimento da publicação, mas não encontrou relevância no artigo, pois a análise científica possui diversas inconsistências".
"Entre os vários equívocos da publicação, destacam-se os erros explícitos de amostragem estatística e o fato de o cientista não ter considerado o isótopo de nitrogênio. Com isso, como o próprio trabalho da USP reconhece, a utilização de arroz poderia influenciar nos números."
Martinelli, da USP, diz estar aberto a conversar com as empresas, mas afirmou confiar em sua metodologia.
Fonte: Folha.com
São os nomes mais conhecidos do público, como Antarctica, Brahma, Skol e Nova Schin (veja infográfico abaixo). A análise sugere que essas marcas estão no limite da porcentagem de milho como matéria-prima para cerveja que a legislação nacional determina (45%) ou podem até tê-lo ultrapassado.
As empresas produtoras questionaram a análise (leia texto abaixo). Por outro lado, o estudo indicou que algumas cervejas em pequena escala possuem o teor que se esperaria de uma bebida feita só com água, cevada e lúpulo, como reza a tradição alemã.
A pesquisa é assinada por cientistas do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, da USP de Piracicaba, e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
O grupo piracicabano, coordenado por Luiz Antonio Martinelli, já estudou cervejas antes, além de verificar a presença de álcool de cana no vinho nacional.
"Ninguém aqui está dizendo que a cerveja é pior por ter milho --aliás, eu nem bebo cerveja, só vinho", diz Martinelli. Ele ressalta também que o trabalho tem margens de erro e que o propósito não foi denunciar que certas marcas não seguem a lei.
"A diferença de composição é muito pequena [no caso das que parecem ter muito milho]", diz a bióloga Sílvia Mardegan, orientanda de Martinelli e autora principal do estudo, que sairá na revista científica "Journal of Food Composition and Analysis".
Além disso, ela lembra que só uma unidade de cada marca foi estudada, e que existem variações por lote e por região do país. Por outro lado, a variedade de marcas (77, sendo 49 nacionais e 28 importadas) ajuda a dar um panorama amplo do mercado.
BALANÇA DE ÁTOMOS
Em essência, o método da USP de Piracicaba é uma balança de átomos. Isso porque os átomos de carbono que os seres vivos usam em seu organismo existem em dois "pesos" principais, o carbono-12 e o carbono-13 (o segundo um pouco mais "gordo").
As plantas incorporam carbono o tempo todo em seu organismo durante a fotossíntese. Só que algumas têm um "paladar" diferenciado. São, por exemplo, as gramíneas tropicais, como o milho e a cana, que "preferem" uma proporção relativamente maior de carbono-13.
É essa assinatura que os cientistas usam para diferenciá-las de plantas como a cevada ou a uva, que têm menos apreço pelo carbono-13.
Os pesquisadores estabeleceram qual era o "perfil de carbono" da cevada e o do milho e fizeram a mesma análise na cerveja. Se a proporção das variantes do elemento químico na cerveja era intermediário, o veredicto só podia ser um: mistura.
O método tem algumas limitações. Teria mais dificuldade de flagrar o uso de arroz na cerveja, já que o perfil de carbono do arroz é semelhante ao da cevada.
Sady Homrich, especialista em cerveja e colunista do do caderno "Comida", da Folha, diz que o consenso entre cervejeiros é que diminuir o teor de cevada acaba afetando a qualidade da bebida.
"A boa cerveja é a de puro malte de cevada, porque você pode explorar variações de sabor e aroma vindas da secagem e da torrefação da cevada", afirma Homrich.
Apesar do argumento de que o milho deixaria a cerveja mais leve, Homrich diz que a grande preocupação da indústria é diminuir o custo.
OUTRO LADO
Em comunicados, os fabricantes de cervejas com alto teor de milho apontado pela pesquisa defenderam a qualidade de seus produtos.
A Ambev, fabricante das marcas Caracu, Antarctica, Brahma, Bohemia e Skol, afirmou que "controlar a quantidade de malte de cevada é necessário para obter cerveja com características adaptadas ao paladar do consumidor brasileiro: leve, refrescante e de corpo suave".
"A indústria brasileira de cerveja possui tradição de mais de cem anos e tem orgulho de produzir bebidas de altíssima qualidade. A Ambev leva aos seus milhões de consumidores receitas seculares produzidas com os melhores insumos disponíveis em todo o mundo", continua o comunicado oficial.
A empresa disse ainda que seus produtos seguem à risca as determinações do Ministério da Agricultura e que está investindo na produção nacional de cevada e em quatro maltarias próprias.
Já a Schincariol, que produz a Nova Schin e a Glacial, diz que "respeita as iniciativas de pesquisas realizadas pela USP, mas ressalta que a metodologia utilizada no mencionado estudo não é a determinada pelo Ministério da Agricultura".
A empresa afirma que "está à disposição dos pesquisadores responsáveis pelo estudo para esclarecer possíveis dúvidas sobre seus produtos ou processos".
"É um trabalho interessante, mas discordamos dos resultados", disse à Folha Humberto de Lazari, gerente corporativo industrial do Grupo Petrópolis, das cervejas Itaipava e Crystal.
Ele afirmou que as imprecisões técnicas da pesquisa seriam discutidas de forma mais apropriada "num fórum técnico", mas ressaltou que a empresa usa menos do que os 45% de produtos não derivados de cevada em suas bebidas --disse não poder revelar a proporção exata.
A legislação não exige que as empresas declarem nos rótulos a composição exata das cervejas que produzem.
Lazari questionou a afirmação do estudo de que o milho aceleraria o processo de produção, cortando custos.
A Heineken, hoje responsável pela Kaiser, declarou em comunicado que "já possuía conhecimento da publicação, mas não encontrou relevância no artigo, pois a análise científica possui diversas inconsistências".
"Entre os vários equívocos da publicação, destacam-se os erros explícitos de amostragem estatística e o fato de o cientista não ter considerado o isótopo de nitrogênio. Com isso, como o próprio trabalho da USP reconhece, a utilização de arroz poderia influenciar nos números."
Martinelli, da USP, diz estar aberto a conversar com as empresas, mas afirmou confiar em sua metodologia.
Fonte: Folha.com
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Vinho eleito um dos melhores do mundo chega ao Brasil por R$ 25
Em agosto, chega ao Brasil o vinho Toro Loco Tempranillo, de 2011, fabricado na região de Utiel-Requena, na província espanhola de Valencia. O rótulo foi eleito um dos melhores do mundo por especialistas em uma competição no Reino Unido.
Lá, ele é vendido em um supermercado popular por apenas 3,59 libras (cerca de R$ 11,50), com a marca do próprio supermercado. No Brasil, a bebida será vendida por R$ 25.
Por enquanto, o rótulo pode ser reservado no e-commerce de vinhos Wine.
Segundo a imprensa britânica, nos chamados ‘testes cegos’ a bebida superou outras que custam até dez vezes o valor.
A Competição Internacional de Vinhos e Destilados foi criada em 1969.
Estudo sugere que vinho caro é desperdício
De acordo com uma pesquisa feita na Escócia, os consumidores têm dificuldades de perceber diferenças no gosto de um vinho barato e de outro caro. O experimento foi realizado com mais de 400 pessoas que degustaram às escuras bebidas durante o Festival Internacional de Ciência e o acerto ficou na casa dos 50%."Os resultados são notáveis", afirmou o psicólogo da Universidade de Hertfordshire, Richard Wiseman. "Nestes tempos de dificuldade financeira a mensagem é clara: os vinhos baratos que nós testamos têm o mesmo sabor que seus semelhantes mais caros".
As bebidas mais em conta custavam menos do que 5 libras (R$ 12,85)*, enquanto que os que tinham preço mais elevado custavam entre 10 e 30 libras (R$ 25,70 e R$ 77,11)*. Os pesquisadores ofereceram vinhos tintos e brancos de vários países, incluindo Sauvignon, Blanc, La Rioja, Claret e Champagne.
Fonte: UOL
sábado, 30 de junho de 2012
Velhas Virgens Rockin’ Beer - Beba em Alto Volume
Com mais de 25 anos de estrada, fundada em 1986, as Velhas Virgens, que é a maior banda independente do Brasil, lançaram uma cerveja com o nome da banda, a Velhas Virgens Rockin' Beer.
A banda que é famosa por fazer Rock politicamente incorreto, que em sua maioria falam sobre bohemia, bebidas e mulheres, entra para o mundo das cervejas como produtores, e não simplesmente cedendo o nome da banda. É resultado de uma parceria com a Cervejaria Invicta, localizada em Ribeirão Preto, que tem como mestre cervejeiro Rodrigo Silveira.
Paulão Carvalho, vocalista da banda, afirma que a banda está entrando forte no mercado de cervejas gourmet, com a previsão do lançamento de mais dois tipos da Velhas Virgens Rockin' Beer até 2014: uma mais clara (possivelmente uma Bohemian Pilsener lupuladíssima) e outra escura.
A Velhas Virgens Rockin' Beer tem alta fermentação, é encorpada e de sabor marcante, uma intensa cor acobreada, inspirada nas India Pale Ale inglesas (IPA). Seu amargor presente é suavizado pelos traços de caramelo oriundos dos maltes especiais. O teor alcoólico é 6,5%.
Ainda não tive a oportunidade de experimentar essa cerveja, mas pretendo fazer em breve, e como fã da banda, pretendo experimentar em breve a cerveja,
Para saber mais detalhes e onde encontrar a Rockin' Beer da Velhas Virgens acesse o site oficial da cerveja: http://www.cervejavelhasvirgens.com.br
Site oficial da banda: http://www.velhasvirgens.com.br/
A banda que é famosa por fazer Rock politicamente incorreto, que em sua maioria falam sobre bohemia, bebidas e mulheres, entra para o mundo das cervejas como produtores, e não simplesmente cedendo o nome da banda. É resultado de uma parceria com a Cervejaria Invicta, localizada em Ribeirão Preto, que tem como mestre cervejeiro Rodrigo Silveira.
Paulão Carvalho, vocalista da banda, afirma que a banda está entrando forte no mercado de cervejas gourmet, com a previsão do lançamento de mais dois tipos da Velhas Virgens Rockin' Beer até 2014: uma mais clara (possivelmente uma Bohemian Pilsener lupuladíssima) e outra escura.
A Velhas Virgens Rockin' Beer tem alta fermentação, é encorpada e de sabor marcante, uma intensa cor acobreada, inspirada nas India Pale Ale inglesas (IPA). Seu amargor presente é suavizado pelos traços de caramelo oriundos dos maltes especiais. O teor alcoólico é 6,5%.
Ainda não tive a oportunidade de experimentar essa cerveja, mas pretendo fazer em breve, e como fã da banda, pretendo experimentar em breve a cerveja,
Para saber mais detalhes e onde encontrar a Rockin' Beer da Velhas Virgens acesse o site oficial da cerveja: http://www.cervejavelhasvirgens.com.br
Site oficial da banda: http://www.velhasvirgens.com.br/
domingo, 24 de junho de 2012
Artista cria vestido com tecido feito de vinho tinto
A
arista contemporânea, Donna Franklin, criou o primeiro vestido do mundo
feito com vinho tinto. A peça é feita com um tecido de fibra de
celulose, fabricado com uma bactéria encontrada do processo de
fermentação.
Em
colaboração com a empresa Bioalloy, que realiza pesquisas na
Universidade de Western Australia (UWA), Donna desenvolveu um tecido de
fibra de celulose de Acetobacter,bactérias utilizadas no processo de fermentação . A bactéria produz celulose que é quimicamente parecida com algodão, quando mergulhada em uma solução de glucose.
Gary Cass, da Bioally, descobriu o material ao tentar fazer um cyborg com auto-desenvolvimento pele, e criou o "Micro'be rótulo fermentado de moda ", com Franklin, que tem como objetivo "investigar a biossíntese prático e cultural de roupa. "
"As peças são feitas de algodão microbiana que se forma sobre a superfície do vinho, quase como se as bactérias estão a tentar formar uma jangada a fluir sobre o vinho," Cass explicou;"Temos aperfeiçoado uma técnica que irá permitir que as bactérias para formar uma peça de vestuário tridimensional sem costura que pode ser formada para se ajustar como uma segunda pele".
Donna
já trabalho com tecidos fermentados em oura ocasião, em 2007 ela criou
um vestido com fungos vivos que mudava de cor, enquanto trabalhava na
UWA. Na época ela disse que desenvolveu o vestido para "desafiar as percepções das pessoas sobre o a relação corpo-vestuário e nossa relação com o mundo natural."
Os planos são lançar o vestido feito de vinho no mercado até o final desse ano.
Fonte: Adega
domingo, 17 de junho de 2012
Weihenstephaner - Hefe Weissbier
Esta turva e natural cerveja de trigo é feita pela cervejaria mais antiga do mundo, a Bayerische Staatsbrauerei Weihenstephan, que fica localizada
na região alemã da Baviera, com início das atividades em 1040.
A cervejaria produz cervejas segundo a lei de pureza de 1516, a mais antiga lei em vigência para controle de alimentos e bebidas.
É uma cerveja não filtrada, conservando o fermento utilizado no processo de fabricação,o que deixa essa cerveja com uma cor amarelo/laranja turvo. Tem toques de cravo-da-índia e banana juntos com uma nota intrigante de noz-moscada. Esta Hefe Weissbier é também chamada de STEPHANI.
Cerveja leve e refrescante, de fácil digestão, com fragância e paladar de leveduras especiais. Na região da Bavária é conhecida como uma cerveja para o Breakfast.
As Cervejas Weihenstephaner são especiais e exclusivas, únicas com Denominação de Origem Controlada (DOC): “Premium Bavaricum”.
Possui graduação alcoolica de 5,4%, e é encontrada em garrafas de 500ml, com preço na casa do 11 reais nos supermercados e lojas de bebidas, um valor um pouco salgado se comparado as nossas nacionais, mas, pelo excelente sabor e qualidade, considero o valor muito justo, e vale a pena. Sem dúvida nenhuma, considero a Weihenstephaner a melhor cerveja que já tomei, é a minha cerveja preferida. Recomendo a todos.
A cervejaria produz cervejas segundo a lei de pureza de 1516, a mais antiga lei em vigência para controle de alimentos e bebidas.
É uma cerveja não filtrada, conservando o fermento utilizado no processo de fabricação,o que deixa essa cerveja com uma cor amarelo/laranja turvo. Tem toques de cravo-da-índia e banana juntos com uma nota intrigante de noz-moscada. Esta Hefe Weissbier é também chamada de STEPHANI.
Cerveja leve e refrescante, de fácil digestão, com fragância e paladar de leveduras especiais. Na região da Bavária é conhecida como uma cerveja para o Breakfast.
As Cervejas Weihenstephaner são especiais e exclusivas, únicas com Denominação de Origem Controlada (DOC): “Premium Bavaricum”.
Possui graduação alcoolica de 5,4%, e é encontrada em garrafas de 500ml, com preço na casa do 11 reais nos supermercados e lojas de bebidas, um valor um pouco salgado se comparado as nossas nacionais, mas, pelo excelente sabor e qualidade, considero o valor muito justo, e vale a pena. Sem dúvida nenhuma, considero a Weihenstephaner a melhor cerveja que já tomei, é a minha cerveja preferida. Recomendo a todos.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Fabricante de Johnnie Walker e Smirnoff compra Ypióca
A Ypióca é a segunda maior marca de cachaça brasileira por valor e a terceira em volume no Brasil, com vendas de R$ 177 milhões em 2011.
Londres - A multinacional britânica Diageo, do ramo de bebidas e dona de marcas como Johnnie Walker, Smirnoff e Jose Cuervo, anunciou nesta segunda-feira a compra da fabricante de cachaça Ypióca por R$ 940 milhões.
Além da marca brasileira, que tem 160 anos de história, a transação, que será completada em um mês, inclui ativos da Ypióca Agroindustrial Ltda, como uma destiladora em Paraipaba (CE), uma unidade engarrafadora em Fortaleza (CE) e um armazém em Guarulhos (SP), informou a Diageo em comunicado.
A Ypióca é a segunda maior marca de cachaça brasileira por valor e a terceira em volume no Brasil, com vendas de R$ 177 milhões em 2011.
"Este investimento representa uma continuação de nossa estratégia de aumentar a presença nas economias de mais rápido crescimento do mundo", disse o executivo-chefe da Diageo, Paul Walsh.
A companhia britânica tem presença em 180 países. Em seu último ano fiscal, fechado em junho de 2011, elevou seus lucros em quase 17%, com 1,900 bilhão de libras esterlinas (R$ 5,9 bilhões) e teve um faturamento de 9,36 bilhões de libras (R$ 29 bilhões).
Fonte: Exame.com
Londres - A multinacional britânica Diageo, do ramo de bebidas e dona de marcas como Johnnie Walker, Smirnoff e Jose Cuervo, anunciou nesta segunda-feira a compra da fabricante de cachaça Ypióca por R$ 940 milhões.
Além da marca brasileira, que tem 160 anos de história, a transação, que será completada em um mês, inclui ativos da Ypióca Agroindustrial Ltda, como uma destiladora em Paraipaba (CE), uma unidade engarrafadora em Fortaleza (CE) e um armazém em Guarulhos (SP), informou a Diageo em comunicado.
A Ypióca é a segunda maior marca de cachaça brasileira por valor e a terceira em volume no Brasil, com vendas de R$ 177 milhões em 2011.
"Este investimento representa uma continuação de nossa estratégia de aumentar a presença nas economias de mais rápido crescimento do mundo", disse o executivo-chefe da Diageo, Paul Walsh.
A companhia britânica tem presença em 180 países. Em seu último ano fiscal, fechado em junho de 2011, elevou seus lucros em quase 17%, com 1,900 bilhão de libras esterlinas (R$ 5,9 bilhões) e teve um faturamento de 9,36 bilhões de libras (R$ 29 bilhões).
Fonte: Exame.com
Hoegaarden - Cerveja Branca Belga de Trigo
A Hoegaarden é uma autêntica white beer (cerveja branca), de origem belga, feita de trigo.
É uma cerveja muito conhecida na europa, produzida na pequena vila de Hoegaarden, no norte da Bélgica, tendo sua produção iniciada em 1445.
Possui um processo de fabricação complexo e demorado, sendo diferente de qualquer outra cerveja no mundo. Ela passa por um processo de alta fermentação e depois é engarrafada sem pasteurização, permanecendo em silos repousando por aproximadamente 3 semanas para que ocorra a fermentação dentro da garrafa.
É naturalmente turva, devido a alta porcentagem de trigo que entra em sua composição, resultando em uma cor amarelo ouro e opaco, típica das cervejas de trigo belgas.
Possui aroma de casca de laranja e coentro, e sabor suave, sendo doce e azedo ao mesmo tempo, com sutil sabor cítrico e temperado.
A Hoegaarden é uma cerveja muito refrescante, sendo uma das minhas cervejas favoritas.
Possui graduação alcoolica de 4,9%, e pode ser encontrada em garrafas de 330ml, que custam pouco mais de 5 reais nos supermercados e lojas de bebidas, sendo um valor justo pela qualidade da cerveja. Recomendo fortemente.
A Hoegaarden atualmente produz cinco tipos de cervejas.
É uma cerveja muito conhecida na europa, produzida na pequena vila de Hoegaarden, no norte da Bélgica, tendo sua produção iniciada em 1445.
Possui um processo de fabricação complexo e demorado, sendo diferente de qualquer outra cerveja no mundo. Ela passa por um processo de alta fermentação e depois é engarrafada sem pasteurização, permanecendo em silos repousando por aproximadamente 3 semanas para que ocorra a fermentação dentro da garrafa.
É naturalmente turva, devido a alta porcentagem de trigo que entra em sua composição, resultando em uma cor amarelo ouro e opaco, típica das cervejas de trigo belgas.
Possui aroma de casca de laranja e coentro, e sabor suave, sendo doce e azedo ao mesmo tempo, com sutil sabor cítrico e temperado.
A Hoegaarden é uma cerveja muito refrescante, sendo uma das minhas cervejas favoritas.
Possui graduação alcoolica de 4,9%, e pode ser encontrada em garrafas de 330ml, que custam pouco mais de 5 reais nos supermercados e lojas de bebidas, sendo um valor justo pela qualidade da cerveja. Recomendo fortemente.
A Hoegaarden atualmente produz cinco tipos de cervejas.
domingo, 27 de maio de 2012
Drink: Tequila Sunrise
A Tequila Sunrise é uma bebida a base de tequila, servida em copo longo. É doce, leve e sobe rapidamente.
As dosagens podem variar de acordo com o gosto pessoal de cada um, o que é comum é usar 9 partes de suco de laranja no lugar de 6, deixando a bebida mais leve e fraca.
Seu visual lembra o nascer do sol, daí o nome do drink.
Ingredientes
-3 partes de tequila ouro (45ml - aproximadamente 1 dose)
-6 partes de suco de laranja (90ml)
-1 parte de grenadine (15ml)
Modo de preparo
-Despeje a tequila em um copo alto
-Despeje o suco de laranja, preferencialmente gelado
-Coloque o grenadine com cuidado
-Não misture
-Aproveite
Variações
O grenadine pode ser substituído por xarope de groselha, que é mais fácil de achar.As dosagens podem variar de acordo com o gosto pessoal de cada um, o que é comum é usar 9 partes de suco de laranja no lugar de 6, deixando a bebida mais leve e fraca.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Ballantine's Finest
Lançado em 1910, o Ballantine's Finest é um whisky escocês de mistura complexa, refinada e elegante. Composo por uma combinação de mais de 50 maltes, com destaque para Miltonduff e
Glenburgie, das regiões escocesas de Speyside e Highlands. O resultado da combinação é um blended de cor ouro claro e sabor equilibrado, com notas de chocolate, maçã e baunilha. Possui toques apimentados ao nariz, e finalização floral fresca.
É um dos whiskies mais vendidos no Brasil, e concorre diretamente com o Red Label, gigante em vendas da Johnnie Walker, e com o Famous Grouse, possuindo a mesma faixa de preço, em torno de 60 reais aqui no Brasil. O Ballantine's Finest é responsável por mais de 85% das vendas globais da Ballantine’s.
É um dos whiskies mais vendidos no Brasil, e concorre diretamente com o Red Label, gigante em vendas da Johnnie Walker, e com o Famous Grouse, possuindo a mesma faixa de preço, em torno de 60 reais aqui no Brasil. O Ballantine's Finest é responsável por mais de 85% das vendas globais da Ballantine’s.
Eu acho um ótimo whisky standard, melhor que o Red Label, mas inferior ao Famous Grouse. Para quem procura um bom whisky e não quer desembolsar altos valores, o Ballantine's Finest é uma excelente opção e vale a pena ter um em casa.
domingo, 20 de maio de 2012
Drink: Mojito
O Mojito é uma bebida tradicional cubana, feita de rum. É uma bebida refrescante, leve e muito saborosa, porém, ela "sobe" rapidamente.
Ingredientes
-1 dose de rum (branco)
-3 doses de club soda
-12 folhas de hortelã
-1/2 limão
-1 colher (sobremesa) de açúcar
-Gelo a gosto
Modo de preparo
-Corte o limão em pedaços, e coloque no copo junto com as folhas de hortelã e o açúcar
-Amasse bem os 3 ingredientes com um pilão, extraindo o suco do limão e misturando com a hortelã e o açúcar
-Adicione a quantidade de gelo desejada
-Adicione o rum e o club soda
-Misture
-Aproveite
Variações
É possível substituir o limão em pedaços por suco de limão, facilitando o preparo da bebida, dessa forma, deve-se amassar as folhas de hortelã junto com o açúcar e depois adicionar o suco de limão.
Ingredientes
-1 dose de rum (branco)
-3 doses de club soda
-12 folhas de hortelã
-1/2 limão
-1 colher (sobremesa) de açúcar
-Gelo a gosto
Modo de preparo
-Corte o limão em pedaços, e coloque no copo junto com as folhas de hortelã e o açúcar
-Amasse bem os 3 ingredientes com um pilão, extraindo o suco do limão e misturando com a hortelã e o açúcar
-Adicione a quantidade de gelo desejada
-Adicione o rum e o club soda
-Misture
-Aproveite
Variações
É possível substituir o limão em pedaços por suco de limão, facilitando o preparo da bebida, dessa forma, deve-se amassar as folhas de hortelã junto com o açúcar e depois adicionar o suco de limão.
domingo, 13 de maio de 2012
Tipos de tequila
A tequila é dividida em 2 categorias, de acordo com sua composição:
100% Agave
É feita apenas com o açúcar do Agave Azul, sem mistura com açúcares de outras plantas. As tequilas puro agave possuem o sabor do agave mais acentuado e costumam ser melhores que as tequilas blended, assim como também possuem preço mais elevado.
São exemplos de tequilas 100% agave:
Blended (Mixted)
É feita com no mínimo 51% de Agave Azul, e os demais 49% de outros açúcares, normalmente sendo da cana ou do milho.
São exemplos de tequilas blended:
De acordo com o tempo de envelhecimento, a tequila é dividida em 5 tipos:
Blanco
Também conhecida como tequila prata, é transparente e é engarrafada logo após a destilação, sem passar por processo de envelhecimento em barris.
Jovem
Também conhecida como tequila ouro, possui coloração dourada e assim como a blanco não passa por processo de envelhecimento em barris, sendo engarrafada após a destilação. A grande diferença para a blanco é que a jovem possui corante caramelo, extratos de carvalho, glicerina ou xarope de açúcar.
Reposado
É uma tequila que passa pelo processo de envelhecimento em barris por no mínimo 2 meses, e no máximo 12 meses. Cada destilaria utiliza o tipo de barril de sua preferência, sendo que os barris de carvalho francês e carvalho branco são os mais utilizados.
Anejo
A tequila anejo passa por um processo de envelhecimento em barris de carvalho por no mínimo 1 ano, sendo que os barris devem ter no máximo capacidade para 600 litros. Assim como a tequila reposado, cada destilaria utiliza o tipo de barril que preferir, sendo comum a utilização de barris de carvalho francês, barris americanos de whisky e barris de conhaque. Possuem coloração mais escura que a tequila reposado.
Extra Anejo
A tequila extra anejo deve passar por um período de no mínimo 3 anos, em barris de carvalho, com capacidade máxima de 600 litros. A informação do tempo de envelhecimento não é colocada no rótulo das garrafas.
100% Agave
É feita apenas com o açúcar do Agave Azul, sem mistura com açúcares de outras plantas. As tequilas puro agave possuem o sabor do agave mais acentuado e costumam ser melhores que as tequilas blended, assim como também possuem preço mais elevado.
São exemplos de tequilas 100% agave:
Tres Generaciones
Jose Cuervo Tradicional
1800
Blended (Mixted)
É feita com no mínimo 51% de Agave Azul, e os demais 49% de outros açúcares, normalmente sendo da cana ou do milho.
São exemplos de tequilas blended:
Sauza Hacienda
Jose Cuervo Especial Prata
Jose Cuervo Especial Ouro
De acordo com o tempo de envelhecimento, a tequila é dividida em 5 tipos:
Blanco
Também conhecida como tequila prata, é transparente e é engarrafada logo após a destilação, sem passar por processo de envelhecimento em barris.
Jovem
Também conhecida como tequila ouro, possui coloração dourada e assim como a blanco não passa por processo de envelhecimento em barris, sendo engarrafada após a destilação. A grande diferença para a blanco é que a jovem possui corante caramelo, extratos de carvalho, glicerina ou xarope de açúcar.
Reposado
É uma tequila que passa pelo processo de envelhecimento em barris por no mínimo 2 meses, e no máximo 12 meses. Cada destilaria utiliza o tipo de barril de sua preferência, sendo que os barris de carvalho francês e carvalho branco são os mais utilizados.
Anejo
A tequila anejo passa por um processo de envelhecimento em barris de carvalho por no mínimo 1 ano, sendo que os barris devem ter no máximo capacidade para 600 litros. Assim como a tequila reposado, cada destilaria utiliza o tipo de barril que preferir, sendo comum a utilização de barris de carvalho francês, barris americanos de whisky e barris de conhaque. Possuem coloração mais escura que a tequila reposado.
Extra Anejo
A tequila extra anejo deve passar por um período de no mínimo 3 anos, em barris de carvalho, com capacidade máxima de 600 litros. A informação do tempo de envelhecimento não é colocada no rótulo das garrafas.
domingo, 25 de março de 2012
The Macallan 64 anos em Decanter Lalique
Fundada em 1824, a The Macallan foi uma das primeiras destilarias de malt whisky da Escócia. Quase 200 anos depois, o endereço em Speyside permanece intacto, sob o castelo Easter Elchies House, considerado um lar espiritual da The Macallan.
Desde então, o segredo dos whiskies da marca é o meticuloso processo de destilação, que vem sendo preservado desde o início do século XIX. A dedicação e a habilidade dos Master Blenders faz toda a diferença no que diz respeito à escolha dos melhores ingredientes – cevada, levedos e água – para a composição do whisky, na utilização de técnicas especializadas que usam apenas a melhor porção da bebida produzida (cut), nos cuidados durante a fase de envelhecimento, utilizando barris de carvalho de excelente qualidade… Enfim, há um conjunto de fatores que tornam o The Macallan um verdadeiro nectar dos deuses.
Recentemente, o mais raro e mais antigo whisky The Macallan foi leiloado por um valor que superou todas as cifras anteriores, tornando-o o whisky mais caro do mundo. O The Macallan 64 anos foi maturado desde 1946 em barris de carvalho espanhol e se tornou o whisky mais antigo já produzido na história da destilaria.
Para celebrar os 150 anos do nascimento de René Lalique, fundador da mais tradicional grife de cristais francesa, o The Macallan 64 anos foi acondicionado em um decanter de cristal especialmente desenvolvido pela Lalique em Paris.
A união da The Macallan e da Lalique, desde 2004, forma uma das mais finas e criativas parcerias entre a Escócia e a França, uma verdadeira celebração de duas grandes tradições nacionais.
O decanter foi feito artesanalmente, empregando uma técnica conhecida como Cire Perdue, ou ‘cera perdida’, uma antiga prática utilizada para confeccionar grandes peças em bronze, a partir de moldes de cera. Em seguida, a garrafa recebeu dedicação especial de artesãos da Lalique, que finalizaram o trabalho gravando manualmente os detalhes que decoram ricamente este decanter.
Desde o mês de abril, o The Macallan 64 anos em Decanter Lalique participou de exposições ao redor do mundo, arrecadando doações para a ONG charity: water, uma instituição não governamental empenhada em levar água potável às populações mais carentes dos países subdesenvolvidos.
O primeiro evento beneficente foi realizado em Paris, passando por Londres, Madri, Johanesburgo, Moscou, Cingapura, Hong Kong, Shanghai e Tóquio, antes de aterrisar em seu último destino – Nova York. Em cada roadshow, o The Macallan 64 anos contou com a participação de celebridades, artistas e grandes empresários, e possibilitou a arrecadação de milhares de dólares para a ONG charity: water.
Em Nova York, o The Macallan 64 anos em Decanter Lalique foi leiloado pela Sotheby’s, no último dia 15 de novembro, e foi arrematado por US$ 460 mil, batendo o recorde mundial e se tornando o whisky de valor mais elevado do mundo. Esta arrecadação também foi doada integralmente para a ONG charity: water.
Isso só foi possível graças à tradição e a reputação inabalável da The Macallan em produzir malt whiskies que são desejados por colecionadores do mundo todo.
Preço: US$ 460.000 – valor do arremate no leilão da Sotheby’s em Nova York
Whisky Glenfiddich 55 anos é leiloado por US$ 94 mil
Leilões de luxo sempre envolvem valores de lances astronômicos e prova disso é o whisky especial Glenfiddich 55 anos.
No começo do ano o mesmo whisky foi leiloado por £ 46.850 mil em um evento na Escócia, e nesta semana em um leilão em Nova York foi vendido por US$ 94.000! O leilão de gala foi assistido por mais de 150 pessoas na Liberty Island, com a estátua da Liberdade de cenário inspirador. O evento foi composto por grandes nomes da imprensa, especialistas e claro, entusiastas de whisky devotos ansiosos para levar para casa o Glenfiddich Janet Sheed Roberts Reserve. Toda a renda beneficiou a fundação SHIFT Initiatives, uma instituição fundada pelo ator e ambientalista Adrian Grenier, que sediou o evento juntamente com Malt Master Brian Kinsman.
Sobre o Glenfiddich Janet Sheed Roberts Reserve 55 anos
O requintado whisky leiloado tem a cor ouro pálido e tom de cevada, no nariz é leve e delicado com aromas de flor de laranjeira e violetas, uma macia e delicada mistura com notas de amêndoas tostadas e sutil cheiro de fumaça. Com perfeita harmonia de frutas e aromas florais, tem um toque leve de carvalho, incrível para um whisky que passou tanto tempo na madeira Européia. A raridade vale cada centavo, é um whisky do mais alto padrão e a embalagem foi feita artesanalmente, inspirada em itens pessoais de Janet Roberts.
Fonte: portaldapropaganda.com.br
No começo do ano o mesmo whisky foi leiloado por £ 46.850 mil em um evento na Escócia, e nesta semana em um leilão em Nova York foi vendido por US$ 94.000! O leilão de gala foi assistido por mais de 150 pessoas na Liberty Island, com a estátua da Liberdade de cenário inspirador. O evento foi composto por grandes nomes da imprensa, especialistas e claro, entusiastas de whisky devotos ansiosos para levar para casa o Glenfiddich Janet Sheed Roberts Reserve. Toda a renda beneficiou a fundação SHIFT Initiatives, uma instituição fundada pelo ator e ambientalista Adrian Grenier, que sediou o evento juntamente com Malt Master Brian Kinsman.
Sobre o Glenfiddich Janet Sheed Roberts Reserve 55 anos
O requintado whisky leiloado tem a cor ouro pálido e tom de cevada, no nariz é leve e delicado com aromas de flor de laranjeira e violetas, uma macia e delicada mistura com notas de amêndoas tostadas e sutil cheiro de fumaça. Com perfeita harmonia de frutas e aromas florais, tem um toque leve de carvalho, incrível para um whisky que passou tanto tempo na madeira Européia. A raridade vale cada centavo, é um whisky do mais alto padrão e a embalagem foi feita artesanalmente, inspirada em itens pessoais de Janet Roberts.
Fonte: portaldapropaganda.com.br
sábado, 20 de agosto de 2011
José Cuervo Tradicional - Edição Bicentenário
Hoje vamos falar da José Cuervo Tradicional, a primeira Tequila produzida no mundo.
Além de ser a Tequila Reposado 100% agave mais consumida no México.
Todas as garrafas de José Cuervo Tradicional são numeradas com a data de sua criação e possuem o primeiro símbolo usado pela marca, "o Corvo".
Para comemorar os 200 anos de sua criação, a José Cuervo lançou a edição especial Bicentenário, com uma garrafa especial, e é essa edição que apresentamos para vocês.
Nós do Puro Agave experimentamos essa belíssima e saborosíssima tequila 100% agave, que é envelhecida por pelo menos 6 meses em barris de carvalho.
Por ser 100% agave, a José Cuervo Tradicional desce sem queimar, sendo ideal para ser tomada em "shots", tendo um gosto excelente é sem dúvida uma das melhores tequilas que já tomei.
A diferença entre uma tequila 100% agave para um tequila "normal" é muito grande, e a diferença de preço é justa, não tendo como comparar os dois tipos de tequila.
Vale a pena ter um exemplar em casa, seja a edição especial Bicentenário ou a edição normal.
O preço no Brasil da edição normal fica na faixa dos 100,00 reais, na mesma faixa de preço da 1800 reposado e de um Whisky 12 anos.
Comparando com a 1800 reposado, que em breve faremos aqui um post sobre ela, posso dizer que ambas são excelentes, e indico as duas, sendo que tenho uma leve preferencia pela 1800, mas diria que é uma questão de gosto bem pessoal, pois ambas são excelentes.
Além de ser a Tequila Reposado 100% agave mais consumida no México.
Todas as garrafas de José Cuervo Tradicional são numeradas com a data de sua criação e possuem o primeiro símbolo usado pela marca, "o Corvo".
Para comemorar os 200 anos de sua criação, a José Cuervo lançou a edição especial Bicentenário, com uma garrafa especial, e é essa edição que apresentamos para vocês.
Nós do Puro Agave experimentamos essa belíssima e saborosíssima tequila 100% agave, que é envelhecida por pelo menos 6 meses em barris de carvalho.
Por ser 100% agave, a José Cuervo Tradicional desce sem queimar, sendo ideal para ser tomada em "shots", tendo um gosto excelente é sem dúvida uma das melhores tequilas que já tomei.
A diferença entre uma tequila 100% agave para um tequila "normal" é muito grande, e a diferença de preço é justa, não tendo como comparar os dois tipos de tequila.
Vale a pena ter um exemplar em casa, seja a edição especial Bicentenário ou a edição normal.
O preço no Brasil da edição normal fica na faixa dos 100,00 reais, na mesma faixa de preço da 1800 reposado e de um Whisky 12 anos.
Comparando com a 1800 reposado, que em breve faremos aqui um post sobre ela, posso dizer que ambas são excelentes, e indico as duas, sendo que tenho uma leve preferencia pela 1800, mas diria que é uma questão de gosto bem pessoal, pois ambas são excelentes.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Budweiser nacional chega este mês, diz Ambev
SÃO PAULO - A Budweiser, a cerveja mais consumida do mundo, terá produção local até o final deste mês. A informação foi dada pelo vice-presidente financeiro e de relações com investidores da companhia, Nelson Jamel, durante teleconferência sobre resultados do segundo trimestre.
"A Budweiser vem fortalecer o nosso portfólio de cervejas premium, ao lado de Stella Artois e outras marcas", disse o executivo. A campanha de lançamento está a cargo da agência Africa, do publicitário Nizan Guanaes. A cerveja será fabricada no Brasil, na planta de Jacareí (SP) e deve custar cerca de 15% mais que as principais marcas da companhia.
No segundo trimestre, a venda de cerveja no Brasil caiu 2,6% em volume em relação ao mesmo período de 2010, com aumento de 5,3% na receita líquida, que chegou a R$ 3,2 bilhões. O movimento é explicado pelo reajuste dos preços, em decorrência do aumento de impostos federais sobre o produto. Em refrigerantes, houve um aumento de 1,3% no volume vendido, acompanhado de ligeira queda de 0,6% na receita, que ficou em R$ 629,6 milhões no período.
Fonte: Uol
SP tem feira com 120 cervejas artesanais; guia traz sugestões
Com 120 marcas de cerveja artesanais –nacionais e importadas– a cidade de São Paulo recebe neste sábado (20) o primeiro Beer Experience, festival de cervejas gourmet voltado para o público consumidor. A feira ocorre no Centro de Convenções Frei Caneca, região central, e pretende reunir 5.000 pessoas durante o dia e custará R$ 40 a entrada.
Além da ampla variedade de cervejas oferecidas por 29 expositores, a feira terá apresentação das bandas de blues e rock Blues On The Table, Hot Club e Velhas Virgens. Esta última lançará durante o festival sua marca própria de cerveja: a Indie Rockin' Beer.
O evento, que custou R$ 200 mil, pretende reunir pessoas de 25 a 35 anos, familiarizadas ou não com o universo das cervejas gourmet, afirma André Cancegliero, organizador e sommelier de cerveja.
A pedido do UOL, Cancegliero elaborou três listas com as cervejas essenciais a serem experimentadas no evento. As listas foram feitas para caber em diferentes bolsos: até R$ 40 (gastos em cinco cervejas); até R$ 80 (com oito cervejas); e até R$ 120 (para dez cervejas).
Durante a degustação, o sommelier diz que deve-se sempre tomar um copo de água entre uma cerveja e outra para limpar as papilas gustativas e conseguir distinguir melhor cada gosto.
CERVEJAS PARA EXPERIMENTAR NO FESTIVAL
Roteiro para escolher cervejas da Beer Experience conforme o seu bolso
VALOR TOTAL
A GASTAR SUGESTÕES DE CERVEJAS A TOMAR
Até R$ 40 Wals Experience, Bourganel Bierre a la Verveine Velay, Klein Tchec, Colorado Índica e Chimey Red
Até R$ 80 Klein Tchec, Indie Rocking Beer Velhas Virgens, Dama IPA, Broklin East Indian Pale Ale, chope 5 AM Saint, Orval, Antaris Barley Wine e St Peter's Cream Stout
Até R$ 120 Brooklin Lager, Amburana Lager, chope Vila Rica Dry Stout, St Peter's Winter Ale, Chimey Red, Chimey Triple, Chimey Blue, Três Lobos Imperial Porter, Brooklin Chocolate Stout e Rochefort 10
SERVIÇO
1º BEER EXPERIENCE - FESTIVAL DE CERVEJAS ARTESANAIS
Data: 20 de agosto (sábado)
Horário: das 10h às 21h
Ingresso: R$ 40 (antecipadamente), R$ 60 no dia (ou R$ 40 mais um quilo de alimento não-perecível). As cervejas não estão inclusas no ingresso e custam entre R$ 5 e R$ 200
Local: Centro de Convenções Frei Caneca, Shopping Frei Caneca, rua Frei Caneca, 569 – 5º andar – Consolação - São Paulo/SP
Fonte: Uol
Além da ampla variedade de cervejas oferecidas por 29 expositores, a feira terá apresentação das bandas de blues e rock Blues On The Table, Hot Club e Velhas Virgens. Esta última lançará durante o festival sua marca própria de cerveja: a Indie Rockin' Beer.
O evento, que custou R$ 200 mil, pretende reunir pessoas de 25 a 35 anos, familiarizadas ou não com o universo das cervejas gourmet, afirma André Cancegliero, organizador e sommelier de cerveja.
A pedido do UOL, Cancegliero elaborou três listas com as cervejas essenciais a serem experimentadas no evento. As listas foram feitas para caber em diferentes bolsos: até R$ 40 (gastos em cinco cervejas); até R$ 80 (com oito cervejas); e até R$ 120 (para dez cervejas).
Durante a degustação, o sommelier diz que deve-se sempre tomar um copo de água entre uma cerveja e outra para limpar as papilas gustativas e conseguir distinguir melhor cada gosto.
CERVEJAS PARA EXPERIMENTAR NO FESTIVAL
Roteiro para escolher cervejas da Beer Experience conforme o seu bolso
VALOR TOTAL
A GASTAR SUGESTÕES DE CERVEJAS A TOMAR
Até R$ 40 Wals Experience, Bourganel Bierre a la Verveine Velay, Klein Tchec, Colorado Índica e Chimey Red
Até R$ 80 Klein Tchec, Indie Rocking Beer Velhas Virgens, Dama IPA, Broklin East Indian Pale Ale, chope 5 AM Saint, Orval, Antaris Barley Wine e St Peter's Cream Stout
Até R$ 120 Brooklin Lager, Amburana Lager, chope Vila Rica Dry Stout, St Peter's Winter Ale, Chimey Red, Chimey Triple, Chimey Blue, Três Lobos Imperial Porter, Brooklin Chocolate Stout e Rochefort 10
SERVIÇO
1º BEER EXPERIENCE - FESTIVAL DE CERVEJAS ARTESANAIS
Data: 20 de agosto (sábado)
Horário: das 10h às 21h
Ingresso: R$ 40 (antecipadamente), R$ 60 no dia (ou R$ 40 mais um quilo de alimento não-perecível). As cervejas não estão inclusas no ingresso e custam entre R$ 5 e R$ 200
Local: Centro de Convenções Frei Caneca, Shopping Frei Caneca, rua Frei Caneca, 569 – 5º andar – Consolação - São Paulo/SP
Fonte: Uol
domingo, 7 de agosto de 2011
Nome esquisito de cachaça ajuda a exportar "brasilidade", diz especialista
"Amansa Sogra", "Atrás do Saco", "Amansa Corno", "Kara de Pau", "Fruta rara" e "Kipresente" são apenas algumas das marcas de cachaça que trazem no nome a tradição popular da bebida. Os nomes com duplo sentido fazem a alegria dos consumidores, apesar da dificuldade de pronúncia para os estrangeiros.
A chegada de grandes eventos esportivos nos próximos anos e o crescimento da economia fazem com que a curiosidade internacional pela cultura do país aumente. Para o especialista em marcas da ESPM Júlio Moreira, a cachaça é um dos produtos que mais podem beneficiar-se desse momento.
“A bebida tem uma identificação muito forte com a região onde ela é produzida. A tequila mexicana, a vodca russa e o vinho francês são exemplos disso. A cachaça é um grande sinônimo de brasilidade. As nossas marcas são muito valorizados lá fora, mesmo que a pessoa não saiba o que significa a palavra. O que vale mesmo é a qualidade do produto e de onde ele vem”, declarou.
Para o especialista, até agora outros países aproveitaram melhor as oportunidades que tiveram para divulgar as bebidas tradicionais de cada continente.
"Temos exemplos claros de boas ações de marketing. A cachaça ainda tem um longo caminho a percorrer para conseguir chegar ao mesmo patamar de bebidas de outros países", declarou.
Há 20 anos, o empresário Delfino Golfito criou a maior rede de franquias especializada em cachaça do país, Água Doce, hoje com mais de cem lojas. Para ele, a bebida carrega nos nomes e nos sabores a história do povo brasileiro.
“A cachaça sempre sofreu no país, desde a época dos escravos quando chegou a ser até mesmo proibida para alguns. A marca de cada cachaça traz a história de lutas e conquistas da nossa gente. O homem da roça tinha muito orgulho da cachaça que produzia.Hoje, somos muito gratos a esses bravos que criaram essa bebida maravilhosa”, afirmou.
“Temos focado na linha de maior valor, com excelente qualidade de produção e também as cachaças com sabor”, afirmou a diretora de exportação do grupo, Heloísa Telles.
As opções vendidas no exterior vão da popular cachaça branca a bebidas envelhecidas por até seis anos em barris de madeira nobre.
“Nos últimos cinco anos, entramos em 20 países com a bebida. Já estamos em lugares como Grécia, China, Alemanha e Japão. Temos também um gerente na Europa e patrocinamos eventos em outros continentes para levar o nome da marca”, disse .
A empresa contratou uma agência internacional para elaborar o conceito da marca. A garrafa vem da França, a cachaça é feita em Minas Gerias e engarrafada em São Paulo.
Entre os sócios da empresa, está o piloto Nelsinho Piquet, filho do tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet.
Segundo Eduardo Jorge, também proprietário da marca, a expectativa é de que até o começo do ano o produto já esteja em mercados como Europa e Estados Unidos.
“Queremos estar nos principais centros consumidores de bebida do mundo. Existe uma demanda pela cachaça brasileira, e queremos aproveitar essa oportunidade. Os estrangeiros já conhecem a bebida. Queremos buscar um outro mercado e não concorrer com as grandes empresas brasileiras que já estão lá fora.”
Fonte: Uol
A chegada de grandes eventos esportivos nos próximos anos e o crescimento da economia fazem com que a curiosidade internacional pela cultura do país aumente. Para o especialista em marcas da ESPM Júlio Moreira, a cachaça é um dos produtos que mais podem beneficiar-se desse momento.
“A bebida tem uma identificação muito forte com a região onde ela é produzida. A tequila mexicana, a vodca russa e o vinho francês são exemplos disso. A cachaça é um grande sinônimo de brasilidade. As nossas marcas são muito valorizados lá fora, mesmo que a pessoa não saiba o que significa a palavra. O que vale mesmo é a qualidade do produto e de onde ele vem”, declarou.
Para o especialista, até agora outros países aproveitaram melhor as oportunidades que tiveram para divulgar as bebidas tradicionais de cada continente.
"Temos exemplos claros de boas ações de marketing. A cachaça ainda tem um longo caminho a percorrer para conseguir chegar ao mesmo patamar de bebidas de outros países", declarou.
Há 20 anos, o empresário Delfino Golfito criou a maior rede de franquias especializada em cachaça do país, Água Doce, hoje com mais de cem lojas. Para ele, a bebida carrega nos nomes e nos sabores a história do povo brasileiro.
“A cachaça sempre sofreu no país, desde a época dos escravos quando chegou a ser até mesmo proibida para alguns. A marca de cada cachaça traz a história de lutas e conquistas da nossa gente. O homem da roça tinha muito orgulho da cachaça que produzia.Hoje, somos muito gratos a esses bravos que criaram essa bebida maravilhosa”, afirmou.
Exportação cai, porém faturamento cresce
Apesar de a cachaça brasileira enfrentar queda nas exportações em 2011, cerca de 22% de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, a indústria do país aposta nas bebidas consideradas "premium" para aumentar o faturamento. O grupo Ypióca, maior produtor de aguardente do Brasil, informou que aumentou em 8% o faturamento com exportação nos quatro primeiros meses do ano.“Temos focado na linha de maior valor, com excelente qualidade de produção e também as cachaças com sabor”, afirmou a diretora de exportação do grupo, Heloísa Telles.
As opções vendidas no exterior vão da popular cachaça branca a bebidas envelhecidas por até seis anos em barris de madeira nobre.
“Nos últimos cinco anos, entramos em 20 países com a bebida. Já estamos em lugares como Grécia, China, Alemanha e Japão. Temos também um gerente na Europa e patrocinamos eventos em outros continentes para levar o nome da marca”, disse .
Cachaça com jeito "gringo"
Apostando no mercado internacional, foi lançada uma cachaça brasileira voltada para o exterior. A marca “B” (que em inglês tem a mesma pronúncia de “bee” e significa abelha) é uma cachaça premium com mel e limão e com um teor alcoólico menor (cerca de 21%).A empresa contratou uma agência internacional para elaborar o conceito da marca. A garrafa vem da França, a cachaça é feita em Minas Gerias e engarrafada em São Paulo.
Entre os sócios da empresa, está o piloto Nelsinho Piquet, filho do tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet.
Segundo Eduardo Jorge, também proprietário da marca, a expectativa é de que até o começo do ano o produto já esteja em mercados como Europa e Estados Unidos.
“Queremos estar nos principais centros consumidores de bebida do mundo. Existe uma demanda pela cachaça brasileira, e queremos aproveitar essa oportunidade. Os estrangeiros já conhecem a bebida. Queremos buscar um outro mercado e não concorrer com as grandes empresas brasileiras que já estão lá fora.”
Fonte: Uol
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
No México, tequila abre espaço para o mescal brilhar
Aguardente conhecida por conter verme dentro de garrafa deixa sombra da tequila para ganhar projeção dentro e fora do país.
Olhos abrem, bocas se contorcem, um coro de "ahhs" toma conta da sala. O mescal, a aguardente mexicana mais conhecida por conter um verme na sua garrafa, tem incinerado línguas, queimado o fundo de gargantas e começado o seu fluxo de lava até o estômago.
A dose não é pequena aqui, a bebida é sorvida e saboreada na boca como o melhor dos vinhos, levando a uma série de adjetivos. "Cítrico". "Melado". "Amadeirado".
Essas são as avaliações dos presentes. Longe de ser um grupo de estudantes em festa, esse é um grupo formado principalmente por profissionais entre os 20 e 30 anos de idade, que estavam descobrindo os pontos mais finos da versão artesanal da bebida em uma degustação recentes nesta aldeia agrícola a duas horas da Cidade do México.
Garrafa de mescal com verme dentro, iguaria mexicana que rivaliza com tequila
"Esse líquido é límpido", declarou Fructuoso Garcia, 84 anos, um dos muitos produtores da região de Zumpahuacan. "Nós não colocamos nada para reforçar o sabor. Você não consegue isso em uma fábrica". Garcia é um dos muitos produtores locais que lutam para participar do crescimento dos destilados mexicanos com o mescal, apesar da antiga fama da bebida.
A bebida está deixando a sombra da tequila, o destilado mais popular e suave que conquistou fãs (e ressacas) ao redor do mundo.
Ambos são feitos com o agave, uma espécie de planta nativa do México, e tecnicamente falando, tequila é um tipo de mescal (embora no México elas sejam consideradas bebidas muito diferentes, como o champanhe e o vinho). A tequila é feita a partir de uma variedade específica de fruta da planta e produzida principalmente no Estado de Jalisco, o mescal (ou mezcal, como é escrito no México) é feito a partir de uma classe mais ampla e muitas vezes é visto como o primo mais pobre, destilado em um processo secular diferente da tequila e com um teor alcoólico geralmente acima de 45%.
Verme
Diferentes regiões têm suas próprias versões do mescal, mas compartilham um ponto de venda comum no ditado popular: "O mescal serve para tudo de ruim - e para tudo de bom também". O mescal é um remédio popular para as constipações e indigestão. Mas a bebida é provavelmente mais conhecida por causa do verme na garrafa – um truque de marketing de algumas marcas do Estado de Oaxaca (algumas utilizam um escorpião). E, com ou sem verme, ela tende a descer queimando. O que pode ser seu apelo.
Candelária Garcia, cuja família produz mescal há gerações, em sua cozinha em Zumpahuacán, no México
Bares e restaurantes com mescal, tequila e outras bebidas tradicionais, como as suas ofertas primárias – incluindo pulque e sotol, também derivados do agave – estão surgindo em todo Cidade do México.
As exportações do mescal (que aumentaram 54% no ano passado) e da tequila (12%) tem aumentado continuamente, conforme estabelecimentos da moda de Nova York, Los Angeles, San Francisco e outras cidades descobrem que há outras bebidas mexicanas além das margaritas.
Para lidar com o interesse dos turistas, a Cidade do México abriu em dezembro em uma praça do centro histórico o Museu da Tequila e do Mescal. E aproveitando a onda de interesse, o número de marcas que fabricam o mescal aumentou acentuadamente nos últimos anos, de 28 em 2007 para 78, de acordo com o Ministério da Agricultura.
Identidade
Parte disso é o ciclo sem fim que determina que o velho volta a ser moda novamente. Mas os mexicanos, especialmente os mais jovens, também estão em busca de descobrir e afirmar as suas raízes em reação à onda de produtos e lojas americanas que têm inundado o país. "É parte da nossa identidade e vale a pena preservá-la", disse Andrea Bustillos, 25, estudante de história da arte, disse depois de experimentar diversas versões do mescal. "Nós vimos um mundo de consumismo. Agora nós não queremos tudo igual".
Fernando Llanos, 34 anos, artista plástico e um dos muitos proprietários de bares e restaurantes na Cidade do México que organizaram a degustações do mescal, disse: "É uma paixão minha".
"Esse é para a minha casa", disse Llanos, um parceiro na Lilit, um bar e restaurante na Cidade do México, segurando uma garrafa de mescal artesanal. "Mas eu vou ver se meu sommelier está interessado em experimentá-lo no bar. Se não apoiamos as pessoas do país, elas se envolvem em outras coisas".
Garrafa de mescal produzido em Zumpahuacán, no México
Cornelio Perez, fundador de um grupo chamado Mescales Tradicionales, é o porta-voz do mescal artesanal: ele chegou a organizar uma campanha para que o mescal seja colocado na lista da de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco, como fizeram com a comida mexicana tradicional no último outono.
Ele vocifera contra a variedade comercial, que contém o selo oficial do conselho nacional de regulamentação, mas, na sua opinião, não tem sabor e autenticidade. O conselho certifica o mescal de sete Estados para exportação, mas o destilado é produzido em vários outros Estados que crescem agave, inclusive aqui no Estado do México, em torno da Cidade do México. Então, para vender seu mescal, os produtores locais dependem de operadoras de turismo cultural que organizam degustações locais, transeuntes e proprietários de bares.
Perez disse esperar que os produtores locais não se percam na mania do mescal. A proliferação de marcas de tequila, diz ele, levou a uma diluição da qualidade, e ele teme que o mesmo pode acontecer com o mescal. "Nós não queremos ver a 'tequilalização' do mescal", disse ele.
Ou, como o museu explica em sua exibição do mescal artesanal, embora os selos de certificação "ajudem a promover o patrimônio cultural e desenvolvimento regional, eles também podem excluir e marginalizar os pequenos produtores tradicionais, colocando-os em desvantagem".
Técnicas
Produtores tradicionais ainda empregam técnicas de séculos atrás. Povos indígenas há muito fermentavam o agave, popularmente conhecido como agave, mas os espanhóis trouxeram as técnicas de destilação que deram origem ao mescal, tequila e outras bebidas.
Juan Luis Medina, um produtor de mescal, disse que sua família faz a bebida há muitas gerações. O processo é meticuloso e envolve o desenraizamento do agave, grande e pesado, a torrefação do o coração (conhecido como pina, por sua semelhança com o abacaxi) em poços profundos, a moagem, a fermentação em alambiques de madeira e a destilação no vapor. É a queima – mescal é a palavra Nahuatl para "maguey cozido" – que impregna o sabor defumado à bebida.
"Encontrar mescal em uma casa aqui é como encontrar tortillas, ele está em toda a parte", disse Guadalupe Vazquez Quiros, 23 anos, a quarta geração de uma família de mescaleros, como são conhecidos os produtores da bebida. Ele deu o seu primeiro gole aos 8 anos.
Sua família e outros produtores da região cultivam milho, feijão e outras culturas para ajudar a pagar as despesas, mas percebem que cada vez mais as pessoas da cidade estão consumindo o mescal. No ano passado, a produção da bebida na fazenda Vazquez aumentou 30%.
Ele coloca um verme (larvas de mariposa que vivem no agave) em algumas garrafas, para satisfazer os turistas que esperam por isso. Mas nada, dizem eles, é mais autêntico do que o mescal recentemente destilado no rancho. "O que você encontra na loja é como beber água", disse Jose Luis Medina, um mescalero local, oferecendo um copo do seu produto. "Gosto disso. Isso é o verdadeiro mescal".
*Por Randal C. Archibold
Fonte: IG
Olhos abrem, bocas se contorcem, um coro de "ahhs" toma conta da sala. O mescal, a aguardente mexicana mais conhecida por conter um verme na sua garrafa, tem incinerado línguas, queimado o fundo de gargantas e começado o seu fluxo de lava até o estômago.
A dose não é pequena aqui, a bebida é sorvida e saboreada na boca como o melhor dos vinhos, levando a uma série de adjetivos. "Cítrico". "Melado". "Amadeirado".
Essas são as avaliações dos presentes. Longe de ser um grupo de estudantes em festa, esse é um grupo formado principalmente por profissionais entre os 20 e 30 anos de idade, que estavam descobrindo os pontos mais finos da versão artesanal da bebida em uma degustação recentes nesta aldeia agrícola a duas horas da Cidade do México.
Garrafa de mescal com verme dentro, iguaria mexicana que rivaliza com tequila
"Esse líquido é límpido", declarou Fructuoso Garcia, 84 anos, um dos muitos produtores da região de Zumpahuacan. "Nós não colocamos nada para reforçar o sabor. Você não consegue isso em uma fábrica". Garcia é um dos muitos produtores locais que lutam para participar do crescimento dos destilados mexicanos com o mescal, apesar da antiga fama da bebida.
A bebida está deixando a sombra da tequila, o destilado mais popular e suave que conquistou fãs (e ressacas) ao redor do mundo.
Ambos são feitos com o agave, uma espécie de planta nativa do México, e tecnicamente falando, tequila é um tipo de mescal (embora no México elas sejam consideradas bebidas muito diferentes, como o champanhe e o vinho). A tequila é feita a partir de uma variedade específica de fruta da planta e produzida principalmente no Estado de Jalisco, o mescal (ou mezcal, como é escrito no México) é feito a partir de uma classe mais ampla e muitas vezes é visto como o primo mais pobre, destilado em um processo secular diferente da tequila e com um teor alcoólico geralmente acima de 45%.
Verme
Diferentes regiões têm suas próprias versões do mescal, mas compartilham um ponto de venda comum no ditado popular: "O mescal serve para tudo de ruim - e para tudo de bom também". O mescal é um remédio popular para as constipações e indigestão. Mas a bebida é provavelmente mais conhecida por causa do verme na garrafa – um truque de marketing de algumas marcas do Estado de Oaxaca (algumas utilizam um escorpião). E, com ou sem verme, ela tende a descer queimando. O que pode ser seu apelo.
Candelária Garcia, cuja família produz mescal há gerações, em sua cozinha em Zumpahuacán, no México
Bares e restaurantes com mescal, tequila e outras bebidas tradicionais, como as suas ofertas primárias – incluindo pulque e sotol, também derivados do agave – estão surgindo em todo Cidade do México.
As exportações do mescal (que aumentaram 54% no ano passado) e da tequila (12%) tem aumentado continuamente, conforme estabelecimentos da moda de Nova York, Los Angeles, San Francisco e outras cidades descobrem que há outras bebidas mexicanas além das margaritas.
Para lidar com o interesse dos turistas, a Cidade do México abriu em dezembro em uma praça do centro histórico o Museu da Tequila e do Mescal. E aproveitando a onda de interesse, o número de marcas que fabricam o mescal aumentou acentuadamente nos últimos anos, de 28 em 2007 para 78, de acordo com o Ministério da Agricultura.
Identidade
Parte disso é o ciclo sem fim que determina que o velho volta a ser moda novamente. Mas os mexicanos, especialmente os mais jovens, também estão em busca de descobrir e afirmar as suas raízes em reação à onda de produtos e lojas americanas que têm inundado o país. "É parte da nossa identidade e vale a pena preservá-la", disse Andrea Bustillos, 25, estudante de história da arte, disse depois de experimentar diversas versões do mescal. "Nós vimos um mundo de consumismo. Agora nós não queremos tudo igual".
Fernando Llanos, 34 anos, artista plástico e um dos muitos proprietários de bares e restaurantes na Cidade do México que organizaram a degustações do mescal, disse: "É uma paixão minha".
"Esse é para a minha casa", disse Llanos, um parceiro na Lilit, um bar e restaurante na Cidade do México, segurando uma garrafa de mescal artesanal. "Mas eu vou ver se meu sommelier está interessado em experimentá-lo no bar. Se não apoiamos as pessoas do país, elas se envolvem em outras coisas".
Garrafa de mescal produzido em Zumpahuacán, no México
Cornelio Perez, fundador de um grupo chamado Mescales Tradicionales, é o porta-voz do mescal artesanal: ele chegou a organizar uma campanha para que o mescal seja colocado na lista da de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco, como fizeram com a comida mexicana tradicional no último outono.
Ele vocifera contra a variedade comercial, que contém o selo oficial do conselho nacional de regulamentação, mas, na sua opinião, não tem sabor e autenticidade. O conselho certifica o mescal de sete Estados para exportação, mas o destilado é produzido em vários outros Estados que crescem agave, inclusive aqui no Estado do México, em torno da Cidade do México. Então, para vender seu mescal, os produtores locais dependem de operadoras de turismo cultural que organizam degustações locais, transeuntes e proprietários de bares.
Perez disse esperar que os produtores locais não se percam na mania do mescal. A proliferação de marcas de tequila, diz ele, levou a uma diluição da qualidade, e ele teme que o mesmo pode acontecer com o mescal. "Nós não queremos ver a 'tequilalização' do mescal", disse ele.
Ou, como o museu explica em sua exibição do mescal artesanal, embora os selos de certificação "ajudem a promover o patrimônio cultural e desenvolvimento regional, eles também podem excluir e marginalizar os pequenos produtores tradicionais, colocando-os em desvantagem".
Técnicas
Produtores tradicionais ainda empregam técnicas de séculos atrás. Povos indígenas há muito fermentavam o agave, popularmente conhecido como agave, mas os espanhóis trouxeram as técnicas de destilação que deram origem ao mescal, tequila e outras bebidas.
Juan Luis Medina, um produtor de mescal, disse que sua família faz a bebida há muitas gerações. O processo é meticuloso e envolve o desenraizamento do agave, grande e pesado, a torrefação do o coração (conhecido como pina, por sua semelhança com o abacaxi) em poços profundos, a moagem, a fermentação em alambiques de madeira e a destilação no vapor. É a queima – mescal é a palavra Nahuatl para "maguey cozido" – que impregna o sabor defumado à bebida.
"Encontrar mescal em uma casa aqui é como encontrar tortillas, ele está em toda a parte", disse Guadalupe Vazquez Quiros, 23 anos, a quarta geração de uma família de mescaleros, como são conhecidos os produtores da bebida. Ele deu o seu primeiro gole aos 8 anos.
Sua família e outros produtores da região cultivam milho, feijão e outras culturas para ajudar a pagar as despesas, mas percebem que cada vez mais as pessoas da cidade estão consumindo o mescal. No ano passado, a produção da bebida na fazenda Vazquez aumentou 30%.
Ele coloca um verme (larvas de mariposa que vivem no agave) em algumas garrafas, para satisfazer os turistas que esperam por isso. Mas nada, dizem eles, é mais autêntico do que o mescal recentemente destilado no rancho. "O que você encontra na loja é como beber água", disse Jose Luis Medina, um mescalero local, oferecendo um copo do seu produto. "Gosto disso. Isso é o verdadeiro mescal".
*Por Randal C. Archibold
Fonte: IG
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